Doceira Campista: nova edição da obra de 1890

Os mais tradicionais sabores campistas remontam a história do município, desde as primeiras instalações açucareiras na região. Resgatando conhecimentos e práticas culinárias locais, a Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, em parceria com o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, vai lançar a edição fac-similar do livro “Doceira Campista ou novo guia manual para se fazer todas as qualidades de doces e algumas iguarias”, obra originalmente publicada em 1890 com mais de 400 receitas.

O lançamento faz parte da programação da quarta edição do Festival Doces Palavras e será na quinta-feira (23), às 17h, no foyer do Palácio Nilo Peçanha, sede do Legislativo municipal. A entrada será restrita a convidados, respeitando a limitação de espaço e os protocolos de segurança vigentes. A realização tem apoio da Escola Municipal de Gestão do Legislativo (Emugle), TV Câmara Campos e Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL).

A superintendente da Emugle, Patrícia Cordeiro, explicou que a edição fac-similar será impressa, com 300 exemplares. “A Câmara Municipal cada vez mais amplia suas atribuições de Casa de Leis e se aproxima da comunidade através do fomento à cultura da nossa cidade. O livro ‘Doceiras de Campos’ em edição fac-similar, lançado em 1890 pela tipografia do Monitor Campista, consolida a parceria entre CMCG e Arquivo Público Municipal, na pessoa do Presidente Fábio Ribeiro e abrilhanta o Festival Doces Palavras com esta publicação”, disse.

“Não poderia haver momento mais propício para este encontro onde a literatura revela, através de nossos hábitos culinários, o nosso jeitinho de nos reunirmos à mesa”, afirmou Patrícia Cordeiro. A obra terá distribuição gratuita para instituições culturais, educacionais e de pesquisa, promovendo a valorização da culinária e resgatando essa tradição campista.

A parceria com a Câmara Municipal foi destacada pela diretora do Arquivo Público, Rafaela Machado, como forma de popularizar a história de Campos. “A gente identificou no acervo esse livro como uma doação. Desde o início a gente percebeu o quão raro era, então ele foi restaurado pelo Arquivo”, ressaltou. De acordo com a historiadora, o livro é um compilado de receitas da região e tem autoria não identificada.

“Acredito que o lançamento dessa obra – rara por sua condição – mostra como o açúcar foi determinante na formação dos nossos hábitos e costumes. Muito além das análises que se pautam nos aspectos econômicos do açúcar, ou ainda políticos, o livro ‘Doceira campista’ nos permite perceber como o açúcar foi responsável pela construção da nossa própria identidade local. A riqueza da nossa doçaria também é reflexo da nossa tradição açucareira, assim como a todas as questões a ela relacionadas”, concluiu Rafaela Machado.

Ascom*

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