Depois de ser exonerado da Fundação Leão XIII, funcionário-fantasma ganha cargo na Alerj - Tribuna NF

Depois de ser exonerado da Fundação Leão XIII, funcionário-fantasma ganha cargo na Alerj

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Depois de ser exonerado da Fundação Leão XIII, um funcionário-fantasma ganhou um cargo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), mas lá ninguém o conhece. E o próprio funcionário confirma que não dá expediente no setor.

O Fantástico revelou no domingo (23) funcionários que recebiam, mas não apareciam para trabalhar na Fundação Leão XIII, responsável por assistência social no governo do estado.

Um deles é Manoel Rampini Filho, um ex-dirigente do PTB, o partido do ex-deputado Roberto Jefferson.

O presidente da Fundação Leão XIII, Glauco Fonseca, é indicação do deputado estadual, Marcus Vinícius Neskau (PTB).

O Fantástico flagrou Manoel Rampini no Aterro do Flamengo, em pleno horário de expediente. Era segunda-feira, 11 de julho, às 11h.

Rampini chegou a receber salário de R$ 12 mil por mês.

Funcionário: Tem um cartão de ponto dele aí como chefe.

Repórter: Chefe?

Funcionário: Foi nomeado como chefe daqui, mas não veio aqui ainda não.

Depois dessa conversa com um funcionário, Manoel Rampini foi exonerado do estado no dia 1º de agosto. Mas ele não ficou muito tempo desempregado.

No dia 11 de agosto, ele foi nomeado no setor que cuida do protocolo da Assembleia Legislativa.

A nomeação saiu no Diário Oficial. Manoel Rampini Filho exerce o cargo em comissão de assistente 9 no Departamento de Expediente e Comunicações da Alerj. O setor é o protocolo da assembleia, responsável por abrir e acompanhar o andamento dos processos administrativos.

O RJ2 esteve no 24º andar do prédio da Alerj, onde fica o departamento. Quem trabalha no andar todo dia não conhece nenhum Manoel.

A reportagem foi então no Departamento de Expediente e Comunicações, onde Manoel Rampini está nomeado. Mais uma vez, ninguém sabe quem é o funcionário.

Outro funcionário se recorda que há um Manoel nomeado no departamento, mas não sabe dizer quando é possível encontrar com ele.

Ao Fantástico, Rampini negou as acusações.

Repórter: Qual era o seu local de trabalho?

Rampini: Na presidência, no gabinete do presidente.

Repórter: E qual presidente na época?

Rampini: O presidente que saiu eu não me lembro direito o nome dele.

Repórter: O senhor não se recorda o nome do presidente que era assessorado pelo senhor?

Rampini: Não, o nome dele eu não me recordo. Falava às vezes com o chefe de gabinete, falava às vezes com um diretor, mas com ele eu não me lembro o nome.

Repórter: E qual era o nome do chefe de gabinete?

Rampini: Cara, era, era uma mulher, até. Eu me esqueço o nome dela. Eu sou muito ruim de nomes.

Nesta terça-feira (25), o RJ2 ligou para ele. Manoel Rampini disse que trabalha para o deputado Marcus Vinícius Neskau. E reconheceu que nem sempre vai à Alerj.

O que dizem os citados

O deputado Marcus Vinícius Neskau confirmou que Manoel Rampini trabalha para o seu mandato e que foi cedido pelo expediente da Alerj ao seu gabinete.

A Alerj ainda não se pronunciou.

G1*

Alerj

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