Denúncias de fura-fila na vacinação contra Covid no RJ serão investigadas, diz promotora do MPRJ

Em entrevista ao Bom Dia Rio na manhã desta segunda-feira (25), a promotora Márcia Lustosa, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), afirmou que as denúncias de possíveis irregularidades na vacinação de grupos prioritários contra a Covid-19 vão gerar investigações.

O MPRJ participou de uma operação coordenada para combater possíveis irregularidades na vacinação de grupos prioritários na quinta (21) e sexta (22).

“Nos locais visitados, a vacinação estava ocorrendo em situação de normalidade. Nenhuma irregularidade foi pega em flagrante. Mas recebemos inúmeras ouvidorias dando conta de irregularidades. Estas ouvidorias estão sendo passadas para as promotorias, que vão abrir uma investigação. Cada caso vai ensejar uma investigação”, afirmou Lustosa.

Segundo ela, existem mapas de vacinação que foram enviados aos municípios junto ao informativo técnico que foi produzido pelo Ministério da Saúde. Lá existe um espaço para o preenchimento com dados de cada cidadão que recebeu a vacina, com nome, CPF e outras informações.

No entanto, o MPRJ verificou que a plataforma unificada para que estes dados sejam inseridos ainda não funciona plenamente.

“O sistema do Ministério da Saúde, o SIPMI, que deveria estar operante para que os municípios pudessem fazer o lançamento de cada dose on-line, ainda não está funcionando a contento. Então os municípios estão tendo que fazer o lançamento de cada dose apenas neste mapa em papel. Aí, eles estão acumulando uma série de informações a serem lançadas neste sistema. Então é importante que o Ministério da Saúde coloque este sistema para funcionar o mais rapidamente possível”, disse a promotora.

Ela também pede que as pessoas que tenham denúncias a fazer ao Ministério Público apresentem o máximo de informações possíveis, como local em que o imunizante foi aplicado, algum dado de quem recebeu a vacina indevidamente, para ajudar o trabalho dos investigadores.

É possível fazer denúncias por meio do formulário que está no site da Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

G1*

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