Cláudio Castro anuncia testagem em massa na quinta e diz acreditar que vacinas serão compradas pelo governo federal

O governador em exercício do Rio, Cláudio Castro (PSC), anunciou que a testagem em massa da população fluminense — anunciada na semana passada — vai começar na próxima quinta-feira (3).

Castro também disse que as vacinas não serão compradas pelo estados, e sim pelo Governo Federal para serem distribuídas.

A declaração foi feita ao lado do prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes (DEM), com quem almoçou nesta terça-feira (1º). No final, os dois participaram de uma entrevista coletiva no Palácio Guanabara. Eles disseram que um dos principais temas tratados no encontro foi a pandemia de Covid-19.

“O que o Ministério da Saúde conversou conosco foi que essa compra [da vacina] será feita pelo Ministério na hora que for e será distribuída entre os estados. Eu, sinceramente, duvido muito que os estados comprarão a vacina. Essa vacina, assim que for aprovada pela Anvisa, todo o encaminhamento é que o Governo Federal, através do Plano Nacional de Imunização, faça essa compra e distribua. E os estados, com o auxílio do município, vão tratar da questão de logística e de aplicar isso na população”, afirmou.

Também nesta terça, a secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde afirmou que o plano de vacinação só deve ficar pronto quando a vacina for registrada pela Anvisa.

Os detalhes da testagem em massa, ainda segundo o governo do estado, serão divulgados ainda nesta terça-feira.

Paes é contra lockdown
Na coletiva, Paes voltou a dizer que é contra o fechamento total da cidade. Nesta segunda-feira (30), ele descartou o lockdown por considerar “medida extrema e desnecessária”.

“Vou repetir aqui o que eu já venho dizendo há algum tempo. Defendo que a gente implemente medidas que possam ser cumpridas pela população. É óbvio que você pode chegar ao extremo do extremo do extremo, mas não me parece nas circunstâncias atuais que o lockdown seja a medida mais adequada. Temos que fazer com as medidas sejam cumpridas, a impressão que eu tenho é que não estão sendo cumpridas”.

Cirurgias eletivas
Mais cedo, o governo do Rio de Janeiro decidiu cancelar cirurgias eletivas para liberar leitos de Covid-19.

O estado enfrenta aumento na média móvel de casos e mortes. Na capital, há fila de espera por um leito de UTI.

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