Clarissa Garotinho diz que Cláudio Castro ofereceu 528 cargos para melar candidatura do pai e que governador é “desleal e de “mente pequena”

A deputada federal Clarissa Garotinho voltou a fazer duras críticas ao governador Cláudio Castro, desta vez em pronunciamento feito no plenário da Câmara dos Deputados, na noite de terça-feira (24/05). Herdeira da retórica afiada do pai, o ex-governador Anthony Garotinho, a parlamentar acusou Castro de ser uma “pessoa fraca”, “de mente pequena” e “desleal” com o presidente Jair Bolsonaro.

O pronunciamento foi o capítulo mais recente de um contra-ataque feito pela família Garotinho desde que Cláudio Castro começou a trabalhar nos bastidores para “melar” a candidatura de Anthony Garotinho para o Palácio Guanabara. Castro tem oferecido cargos e pressionado as cúpulas estadual e nacional do União Brasil, atualmente o partido de Clarissa e de Anthony Garotinho.

Clarissa revelou ainda que Cláudio Castro chegou a oferecer 528 cargos no governo do estado a Garotinho para que ele abandonasse sua candidatura, durante um encontro há duas semanas no Palácio Guanabara. Na ocasião, Garotinho recusou. A iniciativa de Castro fez Clarissa citar um provérbio oriental que diz: “Tempos difíceis geram homens fortes; tempos fáceis geram homens fáceis”.

-Só que pessoas fracas têm mente pequena. E gente com mente pequena acha que pode comprar a consciência e o sonho de outras pessoas, oferecendo cargos. Isso é o que está acontecendo no Estado do Rio, com o meu partido sendo constantemente vítima de uma pressão ferrenha feita pelo governador Sérgio… Ihh, quase o chamei de Sérgio Cabral. Digo: pelo governador Claudio Castro – ironizou Clarissa.

A ironia de Clarissa não parou por aí. Num momento em que provocou risos de outros parlamentares, a deputada disse que Castro chorou quando foi anunciado que Bolsonaro iria para o mesmo partido dele, o PL, insinuando que o governador é alinhado com a esquerda. Segundo ela, o chede do Executivo estadual é “desleal” com a família Bolsonaro, que ajudou a elegê-lo vereador em 2016, a reboque dos votos de Carlos Bolsonaro.

Para Clarissa, Castro faz jogo duplo. Enquanto seu partido apoia Bolsonaro, o seu governo apoia Lula, tendo em vista que o governador é aliado do presidente da Assembleia Legislativa, o petista André Ceciliano. A deputada lembrou ainda que o chefe de gabinete de Cláudio Castro é Rodrigo Abel, ex-braço direito de José Dirceu e ex-presidente nacional da Juventude do Partido dos Trabalhadores.

Arrematando seu ataque, Clarissa terminou seu discurso prevendo que Cláudio Castro irá cair, “da mesma forma que Sérgio Cabral caiu”. Usou o argumento de que, assim como Cabral, Castro usa helicópteros do estado para atividades particulares; faz festanças com uísque caro e camarão empanado; e abriu uma empresa de consultoria em nome da esposa atendendo concessionárias do estado, em referência a atitude semelhante feita por Cabral e sua ex-esposa Adriana Anselmo.

-Cláudio Castro é, no quesito lealdade, um novo Witzel. Infiel (por trair Bolsonaro). E, no quesito administrativo, é um novo Sérgio Cabral. É deslumbrado com o poder, adotando as piores práticas vistas no Estado do Rio – finalizou.

Veja a íntegra do pronunciamento no vídeo abaixo:

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