Circulação de jornais impressos no Brasil tem queda de 13,6% neste ano

Para surpresa de ninguém, a circulação de jornais impressos continua em queda acentuada no Brasil. No último mês de setembro, foram 13,6% a menos de exemplares vendidos em comparação com o fim do ano passado, de acordo com dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC).

Em uma reportagem sobre o assunto, com base no IVC, o Poder360 selecionou dez dos principais veículos de comunicação do país — Folha de S.Paulo, O Globo, O Estado de S. Paulo, Super Notícia (MG), Zero Hora (RS), Valor Econômico, Correio Braziliense (DF), Estado de Minas, A Tarde (BA) e O Povo (CE) — para fazer um diagnóstico da situação do jornalismo impresso brasileiro e constatou que o quadro é dramático.

Super Notícia é um bom exemplo disso: embora lidere o ranking de tiragem média diária, com 80.608 exemplares, o jornal mineiro registrou a maior queda (19%) entre as dez publicações. Além disso, nenhuma das empresas selecionadas pelo Poder360 teve alta na circulação impressa no acumulado dos três primeiros trimestres deste ano. A Folha, por exemplo, imprime atualmente 55.373 exemplares diariamente — número que na época das vacas gordas chegou a superar um milhão.

Crescimento online

Um consolo para as empresas de comunicação é que os efeitos dessa queda na circulação dos jornais são amenizados pelo crescimento do consumo das versões digitais dos veículos. A subida foi de 6,4% em setembro, em comparação com dezembro de 2020. No ranking de assinaturas digitais pagas, a Folha é a líder, com 302.880, seguida por O Globo, com 301.779 — esses jornais cresceram 8,9% e 14,5% neste ano, respectivamente.

Na lista de circulação total, em que são somados os leitores das versões impressa e digital, O Globo é o líder, com 372.061 assinaturas. Até o ano passado, a Folha (358.253) era a primeira colocada nesse quesito.

Na comparação entre 2020 e setembro deste ano, o total de leitores das versões impressas e digitais das dez empresas selecionadas pelo Poder360 ficou praticamente na mesma — alta de mero 0,3%. Em dezembro do último ano, a circulação era de 1.421.577 cópias por dia, número que passou para 1.426.253 em setembro.

Conjur*

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