Castro detalha quanto cada município do RJ receberá do leilão da Cedae

O governador Cláudio Castro (PL) detalhou, em uma coletiva nesta quarta-feira (16), o rateio dos R$ 22,689 bilhões arrecadados com o leilão da Cedae, a companhia de saneamento do RJ.

O estado ficará com R$ 14,478 bilhões, e os 28 municípios que aderiram, com R$ 7,688 bilhões. A verba será paga em três parcelas: em 2021, 2022 e 2025.

Castro disse que é o maior investimento socioambiental já realizado no Rio de Janeiro. “Ela é uma concessão que vai trazer à nossa população o básico; água e saneamento. Nenhuma outra concessão impactou ou impactará tanto na nossa população quanto a concessão dos serviços de água e esgoto”, afirmou o governador durante o evento, realizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

O pregão, realizado no dia 30 de abril, pôs à iniciativa privada quatro blocos. Um deles, o Bloco 3, não recebeu propostas, mas Castro disse que o plano é fazer a concessão até dezembro.

Impactos

O plano prevê R$ 27 bilhões para universalizar o saneamento básico em 12 anos. A meta é ter, até 2033, 99% da população com acesso à água.

Segundo a previsão do plano, a coleta e o tratamento de esgoto devem atender 9,3 milhões de fluminense até 2033.

Serão disponibilizados ainda R$ 1,8 bilhões para comunidades não urbanizadas, R$ 2,9 bilhões na bacia do guandu e 2,6 bilhões na Baía de Guanabara. Outros R$ 250 milhões vão para a despoluição do complexo lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Segundo o governo do estado, atualmente são despejados diariamente 223 milhões de litros de esgoto nos rios e bacias fluminense. Com a previsão de 90% de tratamento de água e esgoto até 2033, pelo menos 201 milhões deixarão de ser despejados nos rios e bacias.

Outros impactos incluem o setor de empregos: as obras devem gerar quase 24 mil empregos diretos e indiretos.

Estão previstos R$ 126 bilhões de investimentos na economia em 35 anos, além de R$ 935,7 bilhões movimentados em diversos setores.

Relembre o leilão

No leilão no último dia 30, a Cedae arrecadou R$ 22,6 bilhões com a venda de três dos quatro blocos ofertados. Esse valor superou a expectativa de arrecadação inicial, que era de R$ 10,6 bilhões, em 114%.

Em aproximadamente uma hora de leilão, os três blocos mais valiosos da companhia já tinham sido arrematados com ágio (valor adicional ao mínimo que era exigido no edital) superior a 100% do valor inicial. O bloco mais barato, que reúne bairros da Zona Oeste da cidade e seis municípios, não foi vendido.

De acordo com o governo federal, a concessão da Cedae é o maior e mais importante projeto de infraestrutura no país dos últimos tempos — e não há outro semelhante à vista.

A proposta do leilão é mudar completamente os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da capital fluminense e de outros 34 municípios do estado que foram divididos em quatro blocos para serem concedidos à iniciativa privada pelo prazo de 35 anos.

A Cedae atende 64 dos 92 municípios do Rio. Os demais 28 ou já tinham concedido individualmente o saneamento à iniciativa privada — exemplo de Niterói — ou já faziam parte de um consórcio, caso da Região dos Lagos.

G1*

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