18/06/2024
Polícia

Caso Marielle: operação mira ‘gatonet’ de milícia atribuída a ex-bombeiro preso

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta sexta-feira (4) mais uma operação dentro do inquérito das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Desta vez, agentes saíram para cumprir 7 mandados de busca e apreensão contra a milícia chefiada, segundo as investigações, pelo ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel — preso no último dia 24 por envolvimento no atentado.

A PF afirma que Suel era o responsável por controlar a exploração do serviço clandestino de TV por assinatura, ou gatonet, na região de Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por Leandro Almada da Costa, superintendente regional da Polícia Federal, na entrevista coletiva da Operação Élpis, na qual Suel foi preso.

“[Suel] já foi denunciado pelo Ministério Público por explorar gatonet. Esse ambiente criminoso permeia até a origem do próprio [Ronnie] Lessa. Existe a questão da história do crime, outros matadores, outros executores que atuam nesse contexto no Rio de Janeiro”, disse Almada.

Ainda de acordo com as investigações, Suel teria um patrimônio incompatível com suas receitas. Entre as possíveis evidências encontradas, chamou a atenção dos investigadores o alto padrão da moradia do ex-bombeiro.

Suel foi preso em casa, uma mansão de três andares, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, bairro famoso por ter residências de alto padrão. Em 2020, quando ele foi preso pela primeira vez, os agentes encontraram na porta da mesma residência uma BMW X6 de pelo menos R$ 170 mil.

Suel foi transferido para a Papuda, em Brasília.

Ex-bombeiro parceiro de Lessa

Suel foi apontado na delação premiada do ex-PM Élcio Queiroz, como o responsável por vigiar a vereadora meses antes de sua morte. Segundo o delator, ele também participaria da emboscada, mas acabou trocado pelo próprio Élcio na ação criminosa.

Antes de Élcio delatá-lo, Suel foi preso por atrapalhar os trabalhos da polícia na elucidação do crime e chegou a ser condenado, mas cumpria a pena em liberdade — até ser preso na Operação Élpis.

Ronnie Lessa e o próprio Élcio Queiroz estão presos desde 2019 acusados pelos assassinatos da vereadora e do motorista Anderson Gomes.

G1*

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