18/06/2024
Política

Caso Marielle: ministro da Justiça diz que delação premiada trouxe novos elementos para a investigação

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que a delação premiada de Élcio Queiroz trouxe novos elementos para a investigação do Caso Marielle e fundamentou a operação realizada pela Polícia Federal nesta segunda-feira.

— Élcio Queiroz confirmou em delação premiada a participação dele próprio, do Ronnie Lessa e do Maxwell. Temos o fechamento desta fase, com a confirmação de tudo que aconteceu no crime. Há elementos para um novo patamar da investigação, que é descobrir os mandantes.

De acordo com Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, o ex-sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Correa, o Suel, participou antes, durante e depois do crime: além de suporte logístico, ele realizou monitoramentos e ainda destruiu uma das provas do homicídio — o carro que foi utilizado também para transporte de armas.

De acordo com o ministro Flávio Dino, a operação de hoje se deu a partir de uma delação premiada realizada há cerca de 15 dias por Elcio de Queiroz, que estava preso em penitenciária federal pelo homicídio. Foi ele quem apontou a participação de Suel também no assassinato da vereadora e de seu motorista.

O ministro pontuou que, nas próximas semanas, deverão haver outras operações contra alvos apontados nas investigações como mandantes do crime. Até agora, a PF estava debruçada nos executoras da parlamentar e de seu motorista.

— O senhor Suel fez o trabalho de monitoramento e campana da rotina da vereadora Marielle Franco e, posteriormente, no acobertamento dos executores — explicou Dino.

O alvo da prisão realizada pela Polícia Federal nesta segunda-feira foi o ex-sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Correa, o Suel, já havia sido detido anteriormente, em 2020. Ele é apontado como cúmplice do ex-sargento da Polícia Militar Ronnie Lessa, acusado de executar as vítimas. Suel, de acordo com as investigações, ajudou no descarte de armas escondidas por Lessa e também no planejamento do crime.

O Globo*

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