Cabral e empresários de ônibus são novamente condenados na Lava Jato

O ex-governador do RJ Sérgio Cabral e empresários de ônibus que pertenceram à cúpula da Fetranspor, a Federação das Empresas de Ônibus do estado, foram mais uma vez condenados na Lava Jato no Rio.

De acordo com a sentença do processo da Operação Ponto Final 2, os empresários de ônibus José Carlos Lavouras, Jacob Barata Filho, João Augusto Monteiro e Marcelo Traça, além de Lélis Teixeira, então presidente da Fetranspor, pagaram R$ 43 milhões em propina a Rogério Onofre, então presidente do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), entre 2010 e 2016, para beneficiar as empresas do setor.

O Detro é o órgão responsável por fiscalizar as linhas de ônibus intermunicipais. A propina a Onofre teria anuência de Cabral, que governou o estado entre 2007 e 2014.

O juiz federal Marcelo Bretas aplicou a maior pena a Rogério Onofre, ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro). Ele pegou 40 anos de prisão em regime fechado, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.

A esposa de Onofre, Dayse Debora, foi condenada a 13 anos por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.

Já o ex-governador Sérgio Cabral foi condenado a 16 anos e 8 meses, também por corrupção passiva. Está é a 20ª condenação de Cabral na Lava-Jato.

Com isso, as penas chegam a 393 anos, 2 meses e 5 dias de prisão.

O empresário Jacob Barata Filho, conhecido como “Rei dos Ônibus”, foi condenado a 15 anos por corrupção ativa. Pelo mesmo crime, João Augusto Monteiro, também empresário de ônibus, foi condenado a 11 anos de cadeia.

O processo foi desmembrado em relação a José Carlos Lavouras, ex-presidente do Conselho de Administração da Fetranspor, porque ele mora em Portugal. Lá, ele celebrou um acordo de colaboração premiada.

O processo foi suspenso em relação a Lélis Teixeira e Marcelo Traça, que foram da cúpula da Fetranspor, ao doleiro Álvaro Novis e ao funcionário dele Edimar Dantas. Todos também fecharam acordo de delação premiada com o MPF.

Outras três pessoas ligadas a Rogério Onofre também foram condenadas.

G1*

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