Em evento com Lula no Rio, Molon afirma que vai se candidatar ao Senado: ‘Se houve acordo, foi sem minha participação’

O presidente do PSB no estado do Rio, o deputado federal Alessandro Molon, afirmou que sua candidatura ao Senado é “irreversível” e que não participou de nenhum acordo para ceder sua candidatura em prol do sucesso do presidente da Alerj, André Ceciliano, do PT, na disputa.

Molon participou nesta quarta-feira (6) de uma agenda de Lula com representantes do carnaval na quadra da Unidos da Tijuca, no Centro do Rio. O PT apoia Ceciliano para o Senado. O blog de Octávio Guedes informou que o PT planejava deixar Molon em segundo plano no palanque do evento.

“[O tema] continua sendo debatido entre as direções nacionais dos nossos partidos, mas serei candidato ao senado pelo Rio de Janeiro, isso é uma decisão tomada, irreversível, vamos até o fim”, disse Molon. “Nossa candidatura é a única que tem condições reais de ganhar do candidato do bolsonarismo. Não faz sentido abrir mão para alguém que está lá atrás”, argumentou.

“Não houve nenhum acordo com o PT que contasse com a minha participação, anuência ou autorização. Se alguém fez algum acordo com PT cedendo a vaga do Senado fez sem a minha autorização como presidente do partido estadual ou a minha concordância como pré-candidato”, acrescentou Molon.

Ainda de acordo com o blog de Octávio Guedes, Molon conta com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, para manter sua candidatura. Esse apoio tem pouco a ver com o cenário eleitoral do Rio de Janeiro, mas sim com a sucessão em Pernambuco, foco de Siqueira.

O PSB acusa Lula e o PT de fazerem corpo mole para apoiar o candidato socialista em Pernambuco, Danilo Cabral, e, com isso, beneficiar Marília Arraes, do Solidariedade. Em resumo: contra o corpo mole do PT em Pernambuco, Molon no Rio.

G1*

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