13/07/2024
Política

Garotinho fala sobre a vitória de Wladimir em Campos

O ex-governador Anthony Garotinho utilizou as redes sociais para comentar sobre o resultado eleitoral, onde seu filho Wladimir saiu vitorioso.

“NÃO É FÁCIL, MAS É POSSÍVEL!

Em meu discurso, logo após a vitória de Wladimir, eleito prefeito de Campos, dirigido às milhares de pessoas que se concentravam na Lapa, procurei fazer uma fala além do agradecimento e do carinho que recebemos do povo nas ruas.

Expliquei as razões pelas quais, no meu entender, Wladimir venceu. O sentimento que move uma parte do eleitorado é de desesperança, foi assim em todo Brasil, mas acentuado em Campos, devido ao desastroso governo de Rafael Diniz. Mais de um terço do eleitorado fez abstenção, anulou ou votou em branco. Isso foi uma atitude de protesto. Olhando a divisão dos votos em Campos, o segundo grupo, foi dos eleitores que tiveram um sentimento de exclusão, perda, revolta contra um prefeito que destruiu a rede de proteção social criada pela prefeita Rosinha e não investiu nas necessidades mais básicas da população de Campos. Esse eleitor concentra-se majoritariamente em Guarus, no Interior do município e na Periferia da área central, votou em Wladimir na esperança que deixará de ser invisível aos olhos dos governantes. Terá de volta creche e escola de qualidade para seus filhos, saúde pública de qualidade e terá de volta tudo que um governo elitista tirou deles.

O terceiro grupo é um saco de gatos. Unidos por um único sentimento, derrotar os Garotinhos. Dentro dele há de tudo! Aqueles que herdaram o preconceito histórico da nossa cidade contra os pobres, pretos, até gente que se diz de direita ou esquerda, mas nem sabe o que significa. Não se conformam com a ascensão política de um grupo que sempre priorizou os excluídos.

A vitória de Wladimir foi uma resposta do povo que em outros momentos da história já se rebelou contra esse tipo de política escravocrata, que se aproveita da pobreza para chegar ao governo, comprando votos e depois se enriquecer.

Agora, cabe a Wladimir levar esperança e entregá-la aos integrantes do primeiro grupo, aqueles que não votaram porque ainda não viram o início do ciclo de mudanças iniciado em Campos a partir de 1988 e interrompido várias vezes por traições, desvios ideológicos ou adesão ao patrimonialismo. Não é tarefa fácil, mas é possível!”

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