Ministro do TSE anula Aije da operação Machadada e livra Carla Machado

O ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral, anulou a Ação de Investigação Judicial Eleitoral da operação Machadada.

A Ação resultante da Operação Machadada, da Polícia Federal (PF), havia tornado inelegíveis por oito anos a prefeita Carla Machado, o vice Alexandre Rosa (PRB), o ex-prefeito Neco (PMDB) e Alex Firme.

Carla Machado chegou a ser presa pela Polícia Federal durante a operação em 2012.

Na decisão, o ministro acolheu a defesa dos acusados que alegaram que a gravação que instruiu a Aije era prova ilícita.

“…dou provimento aos recursos especiais, interpostos por Alex Sandro Matheus Firme, Carla Maria Machado dos Santos, José Amaro Martins de Souza e Alexandre Rosa Gomes, para julgar improcedente a representação, devido à ilicitude da gravação ambiental que fundamentou a condenação e à nulidade da prova testemunhal dela decorrente, tornando, por consequência, insubsistentes todas as condenações impostas aos recorrentes.”, decidiu o ministro.

Confira à íntegra da decisão: Machada TSE

Machadada

A operação Machadada foi deflagrada em 3 de outubro de 2012. O grupo governista, liderado à época pela então prefeita Carla Machado, que está novamente no cargo, foi acusado de abuso de poder e cooptação ilícita de nomes da oposição, oferecendo vantagens financeiras indevidas e cargos na administração pública municipal. A denúncia foi impetrada pelo Partido da República, a coligação “São João da Barra vai mudar para melhor” e o então candidato a prefeito Betinho Dauaire (PR).

Ao sair de um comício, já na madrugada do dia 3, Carla e o então vereador Alexandre — que era candidato a vice na chapa encabeçada por Neco e em 2016 se elegeu para o mesmo cargo na chapa da atual prefeita — chegaram a ser presos pela Polícia Federal e levados para a delegacia de Campos. Pela manhã, eles foram liberados.

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