Médicos cobram de Rafael Diniz acordos que não foram atendidos

Representantes do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) se reuniram com o subsecretario de Saúde, Sávio Saboia da Fonseca, nesta quarta-feira (14), para cobrar o atendimento às demandas do funcionalismo que prejudicam os servidores do município. O encontro ocorreu pouco mais de dois meses após o fim da greve da categoria, findada no último dia 30 de agosto. Entre as reivindicações apontadas pelo sindicato está o cumprimento dos acordos firmados entre os trabalhadores e o poder executivo municipal.

De acordo com o presidente do Simec, José Roberto Crespo, os servidores da saúde permanecem impedidos de exercerem o direito ao gozo das férias. Segundo ele, em reunião realizada com o prefeito Rafael Diniz e representantes do Simec e do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), em agosto, ficou autorizado o direito constitucional ao descanso por parte dos profissionais, ainda que sem o pagamento imediato do 1/3 de férias.

Na ocasião, o não pagamento referente ao adicional foi justificado pelo atual cenário do município, que sofre com a drástica redução das receitas oriundas dos royalties do petróleo e das participações especiais, e com isso, não haveria impacto em custos adicionais ao município, conforme previsto no decreto 183/2019, publicado no Diário Oficial do dia 12 de julho.

“Os médicos estão sendo tolhidos de exercerem seus direitos. Há servidores com mais de um exercício vencido e ainda assim estão tendo seus pedidos negados, muitos deles antes mesmo de serem analisados. Diversos servidores relataram ao sindicato que no momento de solicitação do agendamento de suas férias, estão sendo exigidos comprovantes de viagens internacionais a serem realizadas no período de descanso, sendo aceitos somente bilhetes de passagens ou reservas de hotéis em outros países adquiridos antes do decreto do dia 12 de julho. Isso é um absurdo!”, declarou José Roberto.

Ainda segundo o presidente do Simec, a situação tende a ser agravada nos próximos meses, em razão do elevado número de servidores que planeja costumeiramente as férias no período correspondente entre dezembro e fevereiro.

O subsecretário, Sávio Saboia Fonseca afirmou desconhecer tais exigências, assim como o veto ao direito de férias, conforme reivindicação do sindicato. De acordo com Sávio, as demandas da categoria serão novamente analisadas, em especial, as referentes aos acordos firmados entre as partes e ainda não implementados. “Tudo que foi reivindicado essa manhã poderá vir a acontecer, desde que seja um acordo conjunto entre a secretaria de Saúde, Gestão e gabinete. Vou levar as pautas para serem analisadas, para que possamos assim discutir juntos a respeito das soluções. É necessário um olhar conjunto para uma decisão única. Entre 10 e 15 dias trarei ao sindicato um diagnóstico completo a respeito de tudo o que foi reivindicado”, concluiu Sávio.

Fonte: Ascom

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