MP investiga chefes de gabinetes da Alerj

O Ministério Público Estadual tem requisitado muitos documentos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) por conta da investigação sobre as movimentações bancárias suspeitas de deputados e assessores identificadas pelo Coaf. Um dos focos está na direção dos chefes de gabinetes. A força-tarefa do MPRJ já sabe que são eles (ou pelo menos a maioria) que coordenam as transações administrativas dos parlamentares e de seus subordinados.

São os chefes de gabinete, por exemplo, que assinam as frequências dos funcionários comissionados. E mais: controlam a poderosa folha de pagamento do auxílio alimentação, um dos alvos dos promotores.

Milhões com comida

Só com o auxílio alimentação, a Alerj gastou, de janeiro a novembro do ano passado, R$ 68,7 milhões. O repasse para servidores e comissionados é feito em dinheiro.

Papel importante

Nas operações ligadas à Lava Jato no Rio, os procuradores descobriram que os chefes de gabinetes de cinco deputados presos foram fundamentais nas operações do dinheiro sujo da corrupção.

Ocultação da propina

Segundo as investigações, os chefes de gabinetes de André Corrêa (DEM), Marcos Abrahão (Avante), Marcus Vinícius Neskau (PTB), Paulo Melo (MDB) e Edson Albertassi (MDB) ficaram encarregados de receber propina e ocultá-la.

Fonte: Coluna Informe do Dia, do Jornal O Dia

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