Bacia de Campos: Plataforma P-50 está em parada de produção após acionamento de estado de alerta

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) afirmou, nesta segunda-feira (23), ter recebido de trabalhadores a informação de que, desde a noite deste domingo (22), a plataforma P-50, na Bacia de Campos, está em processo de parada de produção em razão do rompimento de amarras de ancoragem.

Das cinco amarras que ancoram o navio na proa à bombordo (na frente à esquerda da embarcação), três estão rompidas. Ainda de acordo com o sindicado, por conta do ocorrido, o estado de alerta foi acionado.

O navio vinha com deficiência na ancoragem há alguns dias, com duas amarras rompidas. Ontem à noite, por volta das 23h20, a terceira amarra se rompeu. Em condições normais, a plataforma é mantida com cinco amarras proa bombordo, cinco amarras de proa boreste (na frente à direita), cinco amarras de popa bombordo (atrás à esquerda) e cinco amarras popa boreste (atrás à direita).

“Como já estávamos com a deficiência na ancoragem, no momento do rompimento da terceira amarra estávamos com um barco tracionando a proa da plataforma com 15 toneladas de tensão, agora esse mesmo barco está aplicando uma tensão de 100 toneladas, o que manteve nosso passeio (afastamento) em 40 metros, já foi acionado um segundo barco para maior força no tracionamento. Estamos em processo de parada de produção, com cuidados para não danificar os poços”, relataram os trabalhadores ao sindicato.

Há possibilidade de evacuação da embarcação se o afastamento se elevar. Inicialmente este passeio tolerado foi definido em 50 metros, mas considera-se também aguardar o limite de 70 metros.

O sindicato afirmou que busca novos contatos com os trabalhadores para manter a atualização da situação e cobra informações da Petrobrás sobre a operação da plataforma e as medidas de proteção à segurança dos petroleiros.

A P-50 produz aproximadamente 24 mil barris diários de petróleo (23.790,35 bbl/dia) e cerca de 500 mil metros cúbicos de gás natural diários (512 Mm³/dia), de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo em julho de 2019. Nossa reportagem entrou em contato com a Petrobras e aguarda uma resposta sobre o caso.

Fonte: Notícias Macaé

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