Audiência na Câmara Campos discute Complexo Portuário Itaporto Offshore e Alfandegário Carapebus

A Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes realizou audiência na tarde desta segunda-feira (31), para discutir o projeto do Complexo Portuário Itaporto Offshore e Alfandegário Carapebus (ADRENNERJ). Iniciando a audiência, o presidente do Legislativo, Fábio Ribeiro (PSD), cedeu a palavra ao presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Minorias, vereador Leon Gomes (PDT), autor da solicitação da mesma, para presidir a Mesa do evento.

Leon Gomes convidou o presidente da ADRENNERJ, Alberto Coutinho, e o projetista do empreendimento, Aderson Gomes, para participarem da composição da Mesa. “Há cerca de 15 anos, nós fundamos aqui no município de Campos dos Goytacazes, a Agência de Desenvolvimento Regional do Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro (ADRENNERJ). O nome é para prestigiar a nossa região que, infelizmente, sofre com esse bolsão de miséria que a gente tem em nossa região”, explicou Alberto Coutinho.

“O Projeto do Complexo Portuário Itaporto Offshore e Alfandegário Carapebus será o segundo porto hub do nosso país. Um porto concentrador e distribuidor de cargas. O Governo Federal já liberou a BR do mar, que é a verdadeira inauguração em nosso país da navegação de cabotagem, de porto a porto. Essa navegação, uma vez inaugurada, vai precisar de um porto hub que atenda a demanda brasileira. Estamos trabalhando forte para construir o complexo. Já temos investidores”, afirmou o presidente da Agência.

Ele informou que o empreendimento envolve os municípios como Rio das Ostras, Macaé, Conceição de Macabu, Campos dos Goytacazes, Quissamã, Carapebus e vai beneficiar a produção agrícola. Segundo informou, todo o Norte e Noroeste terá benefícios com o desenvolvimento econômico de forma integrada, e o investimento será de iniciativa privada nacional e internacional.

Anderson Gomes realizou a apresentação do projeto. “Esse projeto é diferenciado dos demais portos que nós temos no Brasil. Porque ele é um porto descentralizado, não é um porto que está concentrado em um único lugar. Escolhemos descentralizar para ganhar algumas vantagens logísticas e de eficiência. E também para não ficarmos presos à questão da retroárea”, afirmou. Ele esclareceu que, geralmente, há um crescimento urbano no entorno da retroárea dos portos que posteriormente pode dificultar a expansão.

De acordo com Anderson Gomes, o projeto prevê a estrutura retroportuária em seis municípios diferentes.” A gente trabalhou muito para já através do projeto resolver o gargalo que todo porto enfrenta no Brasil. Eu tive a chance de trabalhar em grandes projetos e eu percebi que todo grande projeto tinha três gargalos: acesso logístico, calado e retroárea”, pontuou.

Ele explicou que as retroáreas nos seis municípios serão interligadas por uma ferrovia, que já existe, e uma rodovia que o próprio empreendimento pretende fazer. Os municípios também já são interligados pela BR 101, facilitando o acesso logístico. Os impactos na malha urbana dos municípios também já estão sendo abordados no projeto e, segundo ele, haverá consultoria.

Aderson Gomes destacou o projeto da retroárea prevista para Campos. “Além de descentralizar o porto, nós fizemos cada retroárea temática. Em Campos, é a maior retroárea projetada, porque ela será voltada para o agronegócio e exportação. Por isso, o que mais vamos ter são áreas agricultáveis e são muitas porque cada uma vai trabalhar uma cultura diferente”, esclareceu, afirmando que haverá também área industrial para beneficiamento da commodity, além de reserva legal.

“Essa retroárea de Campos tem um potencial tão grande de movimentar dinheiro quanto o próprio porto”, ressaltou o projetista. Participaram da audiência, além do presidente Fábio Ribeiro e o vereador Leon Gomes (PDT), os vereadores Pastor Marcos Elias (PSC), Igor Pereira (Solidariedade), e Jô de Ururaí (Podemos).

Ascom*

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