Alerj cobra atuação mais eficaz da Segurança Pública no combate à violência no estado - Tribuna NF

Alerj cobra atuação mais eficaz da Segurança Pública no combate à violência no estado

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Deputados repercutiram, na sessão plenária, os assassinatos de três médicos na Barra da Tijuca e fizeram um minuto de silêncio em respeito às vítimas dessa escalada da violência no Rio de Janeiro.

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Rodrigo Bacellar (PL), abriu a sessão plenária desta quinta-feira (05/10) convocando todos os parlamentares da Casa a se juntarem numa espécie de força-tarefa contra a escalada da violência no estado. Ele disse, também, que a Assembleia dará ainda mais atenção à pauta da Segurança Pública ante o cenário atual de insegurança.

“Não é novidade para ninguém o carinho e apreço que tenho pelo governador do estado, mas passou da hora de o Parlamento, com sua independência, enfrentar esse problema da segurança pública que está machucando a população do Rio de Janeiro e cobrar medidas efetivas das autoridades competentes”, disse Bacellar.

Além do caso das mortes de três médicos na Barra da Tijuca, a troca de tiros do deputado Guilherme Delaroli (PL) com bandidos, em Itaboraí, o recente sequestro da deputada Lucinha (PSD), e o assassinato do sargento da Polícia Militar Sérgio Lourenço, em Duque de Caxias, foram listados pelos parlamentares como exemplo da crescente violência no estado. “Estamos, aqui, falando não apenas por causa desses casos, mas em defesa de cada cidadão. Todas as pessoas têm direito a uma segurança de qualidade”, salientou Bacellar.

Deputados propõem CPI da Segurança

O parlamentar Léo Vieira (PL) ressaltou o posicionamento da Alerj frente aos acontecimentos recentes. “Precisamos agir, então vamos organizar uma CPI para apurar o problema da segurança pública no estado”, disse. A sugestão da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito foi endossada pelo deputado Alan Lopes (PL).

A deputada Lucinha (PSD) enfatizou a necessidade de uma atuação mais dura contra a violência. “Nós não podemos ser reféns do momento que vivemos hoje, com o domínio do narcotráfico. Não podemos ceder ao que aconteceu com os médicos, comigo ou com o deputado Delaroli”, pontuou.

Já o parlamentar Luiz Paulo (PSD) avaliou a situação como grave. “Evidencia-se que estamos vivendo uma crise sem precedentes, sob a ótica do enfrentamento indevido ao crime organizado”, comentou.

Por sua vez, o deputado Rodrigo Amorim (PTB) falou sobre o fato de indivíduos fortemente armados terem conseguido trafegar em uma das áreas mais turísticas da cidade do Rio sem serem interceptados pelas forças de segurança, citando o episódio que vitimou os médicos.

A deputada Martha Rocha (PDT) destacou a autonomia do Poder Legislativo. “Quero dizer que a manifestação do presidente Bacellar foi na dose certa, porque é nossa responsabilidade, sim, cobrar melhorias na segurança pública”, declarou.

Já o parlamentar Filippe Poubel (PL) comentou a situação dos policiais: “Nós sabemos que a polícia não é tratada como deveria. Tenho encontrado com muitos agentes públicos e há um descontentamento geral”.

Ascom*

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