Governo do RJ determina transferência de Segurança Presente e Barricada Zero para a Polícia Militar

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, determinou que os programas Segurança Presente e Barricada Zero tenham sua estrutura transferida para a Secretaria Polícia Militar.
Até então os programas eram subordinados, respectivamente, à Secretaria de Governo do Estado e ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado na noite de quinta-feira (30). As duas mudanças ocorrerão sem aumento de despesas, de acordo com o governador.
Segundo o governador, o Segurança Presente, “suas unidades subordinadas e quadro de pessoal, efetivos e comissionados, bem como a manutenção de todas as obrigações de regularização patrimonial de bens móveis e imóveis, de assunção de responsabilidade pelas despesas e demais obrigações contratuais e congêneres, da Secretaria de Estado de Governo para a Secretaria de Estado de Polícia Militar”.
Os servidores que possuírem cargos em comissão na Segov serão automaticamente realocados. Ainda de acordo com o documento, 27 unidades administrativas do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) serão extintas, e os servidores serão exonerados.
Pacote de exonerações
Na quinta-feira, 58 nomeados foram dispensados. Em quase 40 dias de Ricardo Couto no cargo, o número de comissionados exonerados chegou a 1.477.
A previsão é cortar aproximadamente 40% desse total, o equivalente a cerca de 1,6 mil cargos. Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como “fantasmas”.
No mesmo Diário Oficial, Couto também demitiu gerentes do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio (Rioprevidência). Os exonerados eram da Diretoria de Administração e Finanças.
No começo do mês, o governador tirou do cargo o presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso. À ocasião, o Ministério Público do Estado do RJ pediu o afastamento de Cardoso enquanto investiga aportes de R$ 118 milhões feitos pelo Rioprevidência em instituições financeiras não cadastradas.
Na terça (28), Couto havia publicado outras exonerações com 174 nomes. Entre os demitidos na faxina estavam a secretária de Saúde, o chefe de comunicação do governo e até o cozinheiro do Palácio Guanabara.
Com informações G1.



