Valdemar diz que Castro só disputará Senado se reverter condenação

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a candidatura do ex-governador Cláudio Castro ao Senado em 2026 dependerá da reversão de sua condenação no Tribunal Superior Eleitoral. Segundo ele, a legenda não pretende manter um nome com pendências judiciais, informa O Globo.
“O partido não vai correr risco. Cláudio só sai se ganhar o recurso”, disse Valdemar, mantendo integralmente a posição de cautela diante do cenário eleitoral no Rio.
Condenação e impacto político
Castro foi condenado pelo TSE, por cinco votos a dois, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A Corte apontou participação em um esquema de contratações com uso da Fundação Ceperj e da Uerj para ampliar apoio político.
Apesar da decisão, o ex-governador afirma ter agido dentro da legalidade e promete recorrer. Ele declarou que vai “lutar até a última instância” para reverter a inelegibilidade, válida até 2030.
PL avalia plano alternativo
Nos bastidores, o partido já discute possíveis substitutos. Entre os nomes estão Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Carlos Portinho e o ex-secretário Felipe Curi. A avaliação interna é que parlamentares podem resistir a abrir mão de seus mandatos, o que fortalece alternativas fora do Congresso.
O senador Flávio Bolsonaro deve ter papel central nas articulações. Publicamente, porém, o PL mantém Castro como prioridade, apostando na reversão da decisão.
Recursos e cenário jurídico
A defesa deve apresentar embargos no próprio TSE e pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Também há a possibilidade de pedir liminar para suspender os efeitos da condenação.
Mesmo inelegível, Castro pode disputar “sub judice”. A legislação permite candidatura enquanto houver recursos pendentes, evitando exclusão antes de decisão definitiva.
Na prática, ele poderá concorrer em 2026, mas só assumirá o cargo se reverter ou suspender a condenação até a diplomação, geralmente em dezembro. Caso contrário, não será diplomado.


