Diário de um paciente do SUS acidentado no último mês – Parte I

Opinião:

O site vem se dedicando há alguns dias a ouvir relatos de um paciente do SUS acidentado no último mês na região.

A primeira questão a ser relatada começa com o atendimento do Corpo de Bombeiros e do Grupo de Resgate que atende aos pacientes vitimas de acidentes de transito na região.

A nota dada pelo paciente a esses profissionais é 10. São verdadeiros abnegados que lutam para manter a vida das vitimas de acidentes nas estradas.

A segunda parada do paciente foi no Pronto Socorro do Hospital Ferreira Machado. Também muito elogiado o atendimento dos médicos, paramédicos e todos os funcionários do hospital quando o assunto é emergência vermelha.

Estabilizado o paciente começa surgir dentro do Ferreira Machado o conhecido calvário do corredor, que é considerado o ponto fraco da saúde de Campos.

O atendimento, segundo o paciente, em relação à medicação, não há qualquer desídia ou tratamento diferenciado.

Todavia o Hospital Ferreira Machado ou a central de regulação, não conseguem fazer a transferência do paciente para os hospitais conveniados. Leia-se: Santa Casa, Beneficência, Plantadores de Cana e Álvaro Alvim.

O paciente permanece por horas e até dias por uma decisão de cunho administrativo que ninguém resolve.

Não se sabe com quem falar. É muito amarrado.

Ah, eu iria me esquecendo. A maior critica daqueles que permanecem no Ferreira Machado é a alimentação. A quentinha é muito fraca, sem tempero algum. Macarrão branco e a proteína é sempre um picadinho de carne de terceira. Nota zero para as quentinhas do Ferreira Machado.

Saindo do Ferreira Machado o paciente foi transferido para a Santa Casa de Misericórdia de Campos. Lá se instalou em uma enfermaria que mais parecia hotel 5 estrelas.

Na Santa Casa o paciente sustenta que a comida é de primeira, de até dar saudade da melhor canja que ele comeu no referido hospital.

A limpeza é de dar inveja aos hospitais de ponta da cidade.

Sua cirurgia na Santa Casa foi um sucesso.

O site não tem conhecimento sobre quem é o atual provedor da Santa Casa. Era Cassiano pai do delegado, mas parece que agora tudo é conduzido por uma junta interventora.

O hospital tem liminar para tudo, inclusive para não pagar energia a Enel, dada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Fica a dica para os demais hospitais que vem pagando energia.

Dito isso, fica para o leitor parte de uma resenha que não vestiu a camisa nem da situação e nem da oposição, mas de relato de um paciente que foi atendido em uma rede pública do SUS que hoje suporta aproximadamente um milhão de habitantes, incluindo os municípios da região que são atendidos pela rede local.

Pode melhorar muito. Mas não podemos deixar de dar a Cesar o que é de Cesar.

Em breve voltaremos ao assunto com narrativas de pacientes atendidos pela rede pública local.

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