Vorcaro botou R$ 20 milhões em fundo gerido pelo desafeto André Esteves

O banqueiro Daniel Vorcaro mantinha cerca de R$ 20 milhões aplicados em um fundo administrado pelo BTG Pactual, instituição comandada por André Esteves, a quem ele já chamou de “descontrolado” e “desvairado”.
Um extrato obtido pela coluna mostra que Vorcaro possuía R$ 19.999.999,96 investidos no fundo. Apesar de manter o montante aplicado na instituição financeira, mensagens trocadas entre o banqueiro e sua ex-namorada Martha Graeff indicam que ele tratava Esteves como um desafeto.
As conversas foram obtidas pela Polícia Federal (PF) no âmbito da investigação que levou à prisão do empresário. Em um diálogo, entre 31 de março e 1º de abril de 2025, Vorcaro relata contatos com jornalistas e conversas com donos de veículos de imprensa ao enfrentar o que descreve como uma “guerra” de narrativas conduzida por Esteves. “Tá plantando notícia”, afirmou o banqueiro.
Vorcaro também comentou bastidores de disputas no mercado financeiro e a repercussão do tema na imprensa. “Não entro em guerra pra perder com o senhor dos exércitos”, escreveu o empresário, em referência ao que considera a influência de Esteves entre grandes bancos.
Em seguida, Vorcaro chegou a questionar a sanidade do rival, afirmando que ele estaria “desvairado” e “descontrolado”.
Esteves comprou ativos do Banco Master
Em maio de 2025, o BTG Pactual, controlado por André Esteves, comprou um pacote de ativos ligados ao Banco Master. A operação envolveu ativos avaliados em cerca de R$ 1 bilhão, incluindo o Hotel Fasano do Itaim, em São Paulo, além de participações acionárias em empresas e outros direitos financeiros ligados ao empresário.
Segundo informações divulgadas à época, os recursos obtidos com a operação seriam destinados ao reforço de capital do Banco Master, em meio ao processo de reorganização da instituição.
Em outro trecho das conversas com Graeff, Vorcaro reclama de uma suposta pressão feita pelo controlador do BTG para a realização do negócio. “Esteves me deu uma espremida pra ele ficar com o banco”, escreveu.
Com informações de Paulo Cappelli, do Metrópoles.


