02/02/2026
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Senatran põe fim a teste de baliza obrigatório em exame para tirar CNH

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Nova Carteira Nacional de Habilitação 

O exame de baliza deixará de ser uma etapa obrigatória da prova prática para a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida está incluída no Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, que estabelece critérios sobre trajeto, percurso e forma de avaliação para quem vai se habilitar para a direção veicular.

O documento esclarece que a mudança foi tomada após ter sido identificado que condutas graves tinham o mesmo peso que falhas menores, como as relacionadas a conclusão de manobra em determinado tempo e o contato mínimo com objetos.

De acordo com a Senatran, o teste de baliza contribuiu para “elevar artificialmente os índices de reprovação, sem correspondente ganho em segurança viária”.

O secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, afirma que o teste de baliza deixa de ser sobre uma manobra específica, se integra ao exame único e passa a observar o condutor em situação real de tráfego.

— A avaliação passa a medir a direção responsável em ambiente real, e não a repetição de um ritual que pouco diz sobre segurança viária — explica o secretário.

Inicialmente, a readequação do teste de baliza havia sido adotada por quatro estados: Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo. De acordo com informações do g1, 10 unidades da federação já deixaram a obrigatório da avaliação. Outros estados vão adotar a mudança de forma gradual.

Veículos automáticos e fim de falhas eliminatórias

A Senatran esclarece que veículos automáticos seguem sendo aceitos para a realização de prova prática. Nesse caso, as regras de circulação e exigência de equipamento são as mesmas que cobradas para os demais modelos de automóveis pela legislação de trânsito.

Embora devam seguir diretrizes nacionais, os Detrans de cada região podem aplicar as provas práticas de forma diferentes, considerando as particularidades de vias e de sinalizações de cada cidade.

Além disso, não existem mais faltas eliminatórias automáticas, como deixar o “veículo morrer”. A avaliação é feita pela soma de até dez pontos decorrentes das infrações cometidas durante o percurso. Há pesos diferentes conforme a gravidade do erro.

Os avaliadores podem interromper o exame sem atribuição de notas para situações em que identificar que o candidato não tem condições mínimas de segurança, domínio do veículo ou equilíbrio emocional para conduzir.

Fonte: Extra

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