30/03/2026
Política

Pré-candidato à Presidência da República promete “separar Rio de Janeiro do Brasil”

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Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro

O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão), líder do Movimento Brasil Livre (MBL), afirmou que uma de suas propostas é “separar o Rio de Janeiro do Brasil” caso seja eleito.

A medida preveria a recriação do antigo estado da Guanabara, que existiu entre 1960 e 1975. Nesse modelo, ele se tornaria uma espécie de “cidade-estado” e passaria a ter controle próprio sobre orçamento, políticas públicas e forças de segurança. “Eu vou separar o Rio de Janeiro do Brasil. E adivinha, carioca, isso é uma boa notícia”, disse Renan.

“Eu vou acabar com o estado do Rio de Janeiro. É isso mesmo, a cidade do Rio de Janeiro vai ser separada do estado”, promete o pré-candidato. “O estado da Guanabara teria autonomia e capacidade de defesa para controlar suas próprias forças de segurança, destruir o crime organizado e reorganizar as forças produtivas no município e adjacências. Administrando seu próprio orçamento, que hoje, infelizmente, é controlado por políticos corruptos”, completa.

Segundo Renan, o município fluminense teria entrado em um processo de decadência após deixar de ser capital do país, com a transferência para Brasília. Ele cita problemas como violência, corrupção e perda de relevância econômica e cultural como justificativas para a mudança.

“Música ruim, favelização, falta de atividade econômica, brain drain, ou seja, as melhores mentes saíram do Rio e foram para São Paulo, para Nova York e para os Estados Unidos. E isso sem falar no crime organizado, violento ou não, ou na política do estado e do município do Rio de Janeiro, que é absolutamente corrupta”, afirma Renan. “O município, agora estado, vai poder tocar uma política pública de desfavelização de maneira muito clara”, completa.

Uso das forças armadas

O pré-candidato também afirma que, se eleito, pretende utilizar as Forças Armadas como apoio para combater o crime organizado na cidade. “Vou colocar as Forças Armadas como instrumentos auxiliares para a reconquista da cidade do Rio de Janeiro”, disse o pré-candidato.

Mudanças na organização territorial do país exigem aprovação do Congresso Nacional e consulta à população envolvida, conforme prevê a Constituição Federal do Brasil.

Com informações da coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles.

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