Operação Rastreio: polícia mira fraudes bancárias com celulares roubados

Em mais uma ofensiva da “Operação Rastreio”, policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) deflagraram, nesta segunda-feira (16/03), uma operação para desarticular um grupo criminoso envolvido com fraudes bancárias por meio de telefones celulares furtados e roubados. Na ação, são cumpridos mandados de busca e apreensão no Centro, nos bairros de Oswaldo Cruz, Penha, Cachambi, Maria da Graça, Engenho Novo, Ramos, Brás de Pina e Vila Valqueire e nós municípios de São João de Meriti e Belford Roxo. Até o momento, uma pessoa foi presa e quatro foram conduzidas.
A investigação teve início em maio de 2025, após a DRCPIM desarticular uma quadrilha de roubadores e receptadores de telefones. Na ocasião, 16 pessoas foram presas e mais de 200 aparelhos foram apreendidos e periciados. Durante trabalhos de inteligência e extração de dados, agentes identificaram que a subtração desses celulares alimentava um sofisticado esquema criminoso de fraude bancária.
Segundo apurado, o grupo possuía divisão de tarefas e um modus operandi bem definido. Inicialmente, os criminosos adquiriam os aparelhos produtos de crime no Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro do Rio. Em seguida, eles violavam os dispositivos para acessarem aplicativos financeiros das vítimas. Então, realizavam transferências do dinheiro para contas-correntes abertas de forma fraudulenta. Essas contas eram criadas com o uso de documentos falsos ou em nome de pessoas em situação de vulnerabilidade social, aliciadas para atuar como “laranjas” no esquema.
Para dificultar o rastreamento dos valores desviados, o grupo também montou uma engrenagem de ocultação financeira com o auxílio direto de funcionários de casas lotéricas. Após as transferências ilícitas, os valores eram direcionados para contas vinculadas às franquias dessas lotéricas e sacados imediatamente em espécie. A função desses funcionários corruptos era ignorar os procedimentos e parâmetros de segurança estabelecidos pela Caixa Econômica Federal, agilizando e facilitando a realização de saques por meio desse serviço. Dessa forma, o dinheiro era rapidamente convertido em papel-moeda, dificultando o rastreamento do fluxo financeiro.
A operação desta segunda, portanto, tem como objetivo aprofundar as investigações, reunir novas provas e avançar na identificação de todos os integrantes da organização criminosa. A ação faz parte da “Operação Rastreio”, maior iniciativa do estado do Rio de Janeiro para combater toda a cadeia criminosa que envolve a subtração e a receptação de celulares. As ações contínuas já resultaram em mais de 13.300 celulares recuperados, sendo 6 mil aparelhos devolvidos para os legítimos donos. Até o momento, são mais de 850 criminosos presos, entre roubadores, furtadores e receptadores.


