11/03/2026
Polícia

Operação Anomalia: PF prende 7 PMs por ligação com tráfico e milícias

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A Polícia Federal (PF) prendeu 7 policiais militares, na manhã desta quarta-feira (11), na 3ª fase da Operação Anomalia, que mira conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no Rio de Janeiro. Os PMs suspeitos de envolvimento com o tráfico e com milícias.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes saíram para cumprir, no total, 7 mandados de prisão e 7 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro (Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz), Nova Iguaçu e Nilópolis. O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Corregedoria da PM.

O STF também determinou o imediato afastamento das funções públicas de todos os investigados, bem como o afastamento do sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos.

De acordo com a PF, esses PMs “se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado”.

“A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito”, explicou.

Os PMs poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais.

As etapas anteriores

Este é o 3º dia seguido de operações da PF a mando do STF contra agentes do estado.

Na segunda-feira (9), policiais federais prenderam 3 pessoas, entre elas um delegado da própria PF, por suspeita de favorecimento a um traficante curaçauense.

Na terça-feira (10), outros 4 mandados de prisão foram cumpridos. Um dos presos foi um delegado da Polícia Civil do RJ, apontado como chefe de um esquema de extorsão a traficantes.

As 3 fases da Operação Anomalia são fruto das apurações conduzidas pela força-tarefa Missão Redentor 2, que consolida as diretrizes do Supremo Tribunal Federal em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, a ADPF das Favelas.

“A ação estabelece a atuação uniforme da PF na produção de inteligência para neutralizar facções ligadas ao tráfico de drogas e armas, promovendo a asfixia financeira de tais organizações e o corte sumário de suas conexões com agentes do Estado”, definiu a PF.

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