03/02/2026
Política

Governador em exercício, desembargador Ricardo Couto abre ano legislativo da Alerj

TFL05047

Ainda cercados por dúvidas jurídicas sobre a eleição indireta para o governo do estado que se avizinha e sob a tensão provocada pela possibilidade de novas operações da Polícia Federal, os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro deram início oficial ao ano legislativo nesta terça-feira (3).

A cerimônia realizada no Palácio Tiradentes foi conduzida pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL), e contou com a presença do governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça do Rio, o desembargador Ricardo Couto de Castro.

O cenário institucional excepcional foi desenhado pela ausência do governador Cláudio Castro, que cumpre viagem oficial à Europa, e pelo afastamento de Rodrigo Bacellar (União Brasil) da presidência do Parlamento, por determinação do Supremo Tribunal Federal.

Inicialmente, caberia ao governador em exercício a leitura da mensagem anual com o plano de governo para 2026. Durante o discurso, porém, Ricardo Couto de Castro informou que, após conversa com Cláudio Castro, ficou definido que o próprio governador enviará o programa à Assembleia.

Sem traquejo político e adotando um tom direto, o magistrado fez um pronunciamento breve, argumentando que, diante da situação excepcional vivida pelo estado, não caberiam maiores formalidades.

Vacância no governo e alerta aos deputados

Usando o tempo como uma espécie de linha divisória de um momento político que classificou como excepcional, Couto de Castro fez um apelo aos parlamentares diante da possível vacância no Executivo estadual, caso Cláudio Castro renuncie ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal.

“É preciso ter responsabilidade para escolher que conduzirá o estado. É tempo de seriedade e reflexão. A política e o jogo político não podem acarretar prejuízos para a população. É uma mensagem do coração, é um pedido que faço como cidadão, como eleitor de vocês. É preciso seriedade e responsabilidade para o momento que está por vir”, afirmou.

Antes dele, Guilherme Delaroli também fez um pronunciamento curto. Destacou que divergência, pluralidade e respeito devem orientar os trabalhos da Casa. “Cada deputado e deputada chegou aqui por caminhos distintos, e essa diversidade que dá força ao Parlamento”, disse.

Policial militar da reserva, Delaroli também abordou a crise da segurança pública e afirmou que a Alerj não será omissa diante do tema. “Não podemos normalizar o medo, o direito de ir e vir da população deve ser respeitado. A Alerj estará aberta para dialogar com os poderes constituídos. O que fazemos tem um único destino, melhorar a vida das pessoas”, declarou.

Durante a sessão, um grupo de servidores que protestava pelo pagamento da recomposição salarial se manifestou nas galerias e acabou sendo retirado do plenário, a pedido do presidente em exercício. Após o encerramento da transmissão oficial da solenidade, no entanto, o presidente em exercício recuou e autorizou a permanência do grupo nas galerias

O contexto institucional que marca o início do ano legislativo é resultado de uma sequência de mudanças no comando do estado. Com a renúncia do vice-governador Thiago Pampolha para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, o desembargador Ricardo Couto de Castro passou a integrar a linha sucessória do Executivo.

Nesse ambiente de transição, a Assembleia inicia seus trabalhos com a responsabilidade de conduzir debates decisivos para a estabilidade política do Rio de Janeiro nos próximos meses.

Com informações Agenda do Poder.

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