De fora das alianças de Paes e Ruas, Republicanos diz que lançará Crivella e Waguinho para o Senado no Rio

Único dos maiores partidos a não ter encaminhado apoio a Eduardo Paes (PSD) ou Douglas Ruas (PL) no Rio, o Republicanos afirma que vai lançar dois nomes para o Senado no estado. São eles o ex-prefeito carioca Marcelo Crivella, hoje deputado federal, e o ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho.
O que ainda está em aberto no partido é a eleição para governador. Caso opte por ter candidato — o que diz que fará —, diferentes nomes aparecem como possibilidade: o ex-governador Anthony Garotinho; a filha dele e ex-deputada, Clarissa Garotinho; o ex-prefeito de Miguel Pereira André Português; e o médico e influenciador Ítalo Marsili, que tem até este sábado para se filiar caso queira disputar eleições.
— Temos bons nomes. Precisa ver as pesquisas mais para frente e decidir qual terá mais viabilidade — aponta o presidente nacional do partido, Marcos Pereira.
Considerando que Paes angariou o MDB, o PT e siglas de centro-esquerda como PSB e PDT, enquanto Ruas fechou com a federação composta por PP e União Brasil, o Republicanos sobrou como a principal peça a ser cortejada pelos dois pré-candidatos. Nesta sexta-feira, aliás, o político do PL prestigiou no Maracanã um evento da Igreja Universal, à qual o Republicanos é vinculado.
— Para o Senado, o partido já definiu as duas cadeiras. Para o governo, estamos esperando a decisão da Justiça (sobre a eventual eleição suplementar) para nos posicionarmos. Temos grandes quadros que podem participar do pleito, tais como Garotinho, André Português, Clarissa — elenca o presidente estadual da legenda, Luis Carlos Gomes.
Senado
No caso da disputa pelo Senado, que tem duas vagas em jogo em cada estado na próxima eleição, Waguinho e Crivella entram num ambiente já povoado de opções. Pela aliança de Ruas, estão colocados Márcio Canella (União), ex-aliado de Waguinho que se desincompatibilizou da prefeitura de Belford Roxo nesta sexta-feira, e o ex-governador Cláudio Castro (PL), que, contudo, está inelegível.
Entre os partidos da chapa de Paes, a petista Benedita da Silva é a candidatura mais oficializada, mas o principal aliado do ex-prefeito na política, o deputado federal Pedro Paulo (PSD), é outra possibilidade.
— A candidatura é definitiva — afirma Waguinho, questionado sobre o cenário repleto de postulantes.
O ex-prefeito virou um apoiador entusiasmado do presidente Lula nos últimos anos, apesar de a Baixada Fluminense se demonstrar refratária ao petista. A construção da candidatura ao Senado passou por conversas em Brasília.
— Não sou petista e nem de esquerda, mas não abro mão do presidente Lula. Apoio o presidente pelas políticas públicas a favor do povo, que dão oportunidade a quem mais precisa — diz.
Crivella, por outro lado, até foi ministro da Pesca no governo Dilma Rousseff, mas está bem mais à direita recentemente. No Congresso e nas redes sociais, tem defendido a anistia aos condenados pela trama golpista.
Com informações O Globo.


