Alexandre de Moraes decreta prisão de Ricardo Magro, dono da Refinaria Refit. Castro é alvo de busca

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decretou a prisão do empresário Ricardo Magro, da Refinaria Refit. O ministro também determinou a inclusão de Magro na Difusão Vermelha da Interpol. Ele vive atualmente nos Estados Unidos.
A operação Sem Refino, da Polícia Federal, que apura suspeitas de fraude no setor de combustíveis, também tem como alvo Cláudio Castro. O ex-governador é alvo de busca e apreensão.
Quem é Ricardo Magro?
Ricardo Magro, de 51 anos, é uma figura recorrente e controversa no mercado de combustíveis. Advogado e empresário, comanda a antiga Refinaria de Manguinhos, hoje Refit, alvo de diversas investigações tributárias e disputas com distribuidoras e órgãos de fiscalização nos últimos anos.
Paulistano, o empresário ganhou projeção no Rio de Janeiro e, desde 2016, mora em uma área nobre de Miami, nos Estados Unidos. Formado em Direito pela Universidade Paulista (Unip), com pós-graduação em direito tributário, Magro comanda o grupo Refit desde 2008.
Com uma longa história de embates com o fisco, Magro afirma que o rótulo de “maior devedor de ICMS do país” é resultado de uma suposta perseguição institucional promovida por grandes empresas do setor.
Ele chegou a acusar a Cosan, dona da Shell no Brasil e comandada por Rubens Ometto, de fazer campanha por meio do Instituto Combustível Legal (ICL), que combate o mercado ilegal, para tirá-lo do setor. Ao jornal “Folha de S.Paulo”, em setembro, afirmou também ser alvo de perseguição e ameaças do PCC.
Em 2016, Magro foi um dos alvos da Operação Recomeço, deflagrada pela PF e pelo Ministério Público Federal para investigar o desvio de recursos dos fundos de pensão da Petrobras e dos Correios. Outro investigado também se entregou: Carlos Alberto Peregrino da Silva, ex-diretor do Grupo Galileo.
Ex-advogado de Eduardo Cunha, à época afastado da presidência da Câmara dos Deputados, Magro era um dos sócios do Grupo Galileo. Em dezembro de 2010, o grupo emitiu debêntures de R$ 100 milhões para captar recursos para recuperar a Universidade Gama Filho.
Segundo o MPF, as investigações encontraram indícios de que o dinheiro captado foi desviado ilegalmente para outros fins, especialmente para contas bancárias dos investigados.
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