Defesa de Rodrigo Bacellar vai contestar transferência para presídio federal

A defesa do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, informou que vai contestar a decisão que determinou a transferência dele para o presídio federal de Brasília.
A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma investigação apontar que o ex-deputado continuava tendo acesso a celulares no sistema penitenciário do Rio. A defesa classificou a alegação como “falaciosa”.
Bacellar foi transferido para o presídio federal no início de julho. Dois dias antes, ele foi alvo de um novo mandado de prisão na Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga o envolvimento do crime organizado com a política fluminense.
O ex-deputado já estava preso por suspeita de vazar informações sobre operações policiais para integrantes do Comando Vermelho. A defesa nega a acusação.
Em março deste ano, a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) instaurou uma sindicância para apurar possíveis regalias concedidas a Bacellar após a prisão. Na época, a BandNews FM apurou que, ao chegar ao Presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio, ele teve acesso a ar-condicionado e telefones.
Segundo a apuração, após a audiência de custódia, Bacellar foi conduzido ao Complexo de Gericinó, na Zona Oeste, por um policial penal. Durante o trajeto, ele teria usado um celular para fazer ligações para familiares e amigos. Na ocasião, a Seppen informou que não havia autorização da gestão para o procedimento.
Procurada novamente nesta quinta-feira (16), a secretaria afirmou que, durante o período em que Bacellar esteve custodiado no sistema prisional do Rio, a Corregedoria-Geral realizou ações sistemáticas, além das revistas de rotina, no local onde ele estava preso e não encontrou nenhum material irregular.
As informações são da BandNews FM.



