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Plataforma P-35 é rebocada pela Baía de Guanabara rumo ao desmonte após 27 anos de operação

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P-35 é rebocada pela Baía de Guanabara — Foto: Reprodução/TV Globo

Após 27 anos de operação no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, a plataforma P-35 faz nesta segunda-feira (2) uma de suas últimas viagens. Rebocada por sete embarcações, a estrutura atravessa a Baía de Guanabara em direção a um estaleiro no Caju, na Zona Portuária do Rio, onde será desmontada.

A movimentação chamou a atenção pelas dimensões da unidade, que tem cerca de 330 metros de comprimento, 56 metros de altura e pesa aproximadamente 27 mil toneladas. Para chegar ao destino, a plataforma precisou passar sob o vão central da Ponte Rio-Niterói.

Operação exigiu preparação

A travessia foi precedida pela retirada de partes da estrutura para reduzir sua altura e permitir a passagem sob a ponte, que tem cerca de 75 metros de vão livre. A operação foi planejada considerando as condições meteorológicas e o nível da maré.

A movimentação é acompanhada pela Marinha do Brasil, Petrobras, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Corpo de Bombeiros. Segundo o Inea, cerca de 100 agentes e técnicos participam da operação para prevenir acidentes e garantir a segurança ambiental da Baía de Guanabara.

Após o encerramento de seu ciclo produtivo, a P-35 passou por procedimentos técnicos e entrou em processo de descomissionamento, etapa que antecede o desmonte da unidade.

De petroleiro a plataforma de produção

A P-35 tem uma trajetória particular. Antes de ser convertida em unidade de produção de petróleo, era um navio petroleiro reaproveitado para atuar na indústria offshore. Durante 27 anos, operou no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, e agora segue para o desmonte, encerrando sua história na produção de petróleo brasileira.

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