Em encontro na Firjan, Eduardo Paes diz que é preciso ter autoridade moral para reconstruir o Estado do Rio e combater a criminalidade

No encontro “Discussões sobre o Rio que queremos”, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro da cidade do Rio, o candidato ao governo do estado, Eduardo Paes, apresentou uma série de propostas e destacou que é preciso ter autoridade moral para reconstruir o estado do Rio e combater a criminalidade. É isso que, segundo Paes, sua candidatura representa: experiência, capacidade de realização e compromisso ético. O discurso de Paes foi assistido por diversos empresários de vários setores do estado do Rio.
– O que faz a diferença é a capacidade de fazer e de entregar. É ter autoridade para isso. O Rio já correu muito risco. A minha candidatura significa a mudança com previsibilidade. Eu estou na vida pública há muitos anos e administrei a capital em quatro oportunidades. A gente não vai resolver a crise fiscal do estado sem gestão. Quando eu voltei para a Prefeitura, em 2021, o Crivella tinha quebrado a Prefeitura. E agora a agência Fitch deu nota máxima para a cidade do Rio. É possível avançar e fazer as coisas que precisam ser feitas. Vivemos num estado com um setor produtivo incrível, mas falta governo, coordenação, comando, autoridade e liderança – afirmou Eduardo Paes.
Durante o evento, o candidato recebeu do presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, a publicação “Propostas para um Rio de Futuro”, um documento produzido a partir da consulta a mais de 500 empresários fluminenses. Ele conta com 45 propostas no âmbito estadual para ajudar o próximo governador na recuperação do estado do Rio.
O documento sobre o estado do Rio está dividido em oito eixos: Segurança Pública, Energia, Infraestrutura, Sistema Tributário, Reformas Estruturantes, ESG, Fomento ao Negócio e Capital Humano. De acordo com a Firjan, o tema que mais preocupa é a segurança, com dois em cada três empresários frisando que isso afeta as decisões e aumenta os custos, pois é preciso investir, por exemplo, em segurança privada. A entidade calcula em R$ 31,1 bilhões o custo adicional por conta de todo o problema da insegurança no estado do Rio.
– Precisamos de ações efetivas na segurança pública. Eu faço uma leitura atenta de todos os estudos que a Firjan produz. O que levou ao que estamos vivendo hoje foi uma politização das forças de segurança. É preciso tirar os políticos da segurança pública, que deve ser uma política de Estado. O estado do Rio precisa ter presídios de segurança máxima, precisa abrir 20 mil vagas em presídios. Uma política pública de segurança orientada por dados, evidências e manchas criminais. Isso serve para o patrulhamento e policiamento ostensivo. Uma distribuição melhor do efetivo. Ter a retomada do território como algo fundamental – complementou Eduardo Paes.
Nos últimos meses, também em um trabalho de escuta empresarial, a Firjan divulgou outros estudos para auxiliar na formulação de políticas públicas. No documento “Rio de Futuro: vocações e potencialidades econômicas do Rio de Janeiro”, a entidade identificou nove novas fronteiras capazes de transformar a
indústria fluminense em dez anos e gerar quase 700 mil empregos, além de acrescentar R$ 210 bilhões ao PIB do setor no estado do Rio.
No estudo “Custo Rio”, a Firjan aponta os entraves estruturais que custam quase R$ 275 bilhões por ano às empresas instaladas no estado do Rio, um valor que representa 20% do PIB fluminense.
Ascom*

