Douglas Ruas critica gastos com festas e defende mais investimentos no apoio às mães atípicas

O candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, questionou o alto investimento em festas e a falta de recursos para as causas das mães atípicas. As críticas foram feitas por Ruas durante o Encontro pela Inclusão, realizado no noite desta quarta-feira (19/8), no Centro do Rio.
O evento contou com a presença da esposa do candidato, Mariana Ruas; da candidata a vice-governadora Fernanda Louback; dos deputados estaduais Anderson Moraes e Fred Pacheco; da professora universitária Danubia Sá Caputo; e do medalhista paralímpico Anderson Lopes.
Ruas apontou que, no Rio de Janeiro, a elevada destinação de dinheiro público para eventos de grande porte se dá em detrimento de políticas voltadas à população mais vulnerável. O candidato afirmou que, em seu mandato, o governo do assumirá a coordenação de políticas públicas para pessoas com deficiência em parceria com os municípios.
— O governo do Estado vai assumir essa coordenação e parceria com os municípios para que a gente possa implementar uma política pública coordenada e padronizada, com a criação de polos regionais e equipes multiprofissionais que garantam todo o atendimento de que as pessoas com deficiência precisam.
Ao tratar da realidade enfrentada pelas mães de crianças atípicas, Ruas anunciou a proposta de criação de uma rede estadual de apoio voltada a essas famílias.
— Vamos criar uma rede de apoio para as mães atípicas. Hoje a gente sabe que a maioria vive numa rotina exaustiva para cuidar do filho e se afasta do trabalho não porque quer, mas por falta de alternativa. Muitas mães ficam sozinhas, sem ter a quem recorrer. Queremos criar um programa que ajude a estruturar essa rede de apoio, com auxílio e qualificação profissional, para que essas mães também tenham uma vida e não fiquem presas a uma rotina exaustiva todos os dias da semana.
Fernanda Louback, que é mãe atípica, ressaltou que a inclusão não deve depender da condição financeira das famílias e defendeu que o diagnóstico não pode ser tratado como limitador do desenvolvimento da criança.
— Diagnóstico não é destino. Não aceitem se alguém falar para vocês que o seu filho não vai evoluir, ou que vocês não vão evoluir: vocês vão evoluir. O que falta são políticas públicas, o que falta é olhar para os excluídos. O pai pode ser o mais rico que for, que o seu filho vai ser excluído; ele pode colocar o filho na melhor escola, que ele não vai ser convidado para festinhas, que os amigos vão fazer bullying com ele.
Ascom*

