31/03/2026
Política

Couto faz ‘choque de gestão’ no gabinete, exonera cargos-chave e prepara enxugamento da máquina

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O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, exonerou nesta terça-feira (31) os responsáveis pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O “choque de gestão” acontece para reduzir as atribuições do escritório, que, atualmente, não se limita à segurança do governador.

Instalado no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, o GSI foi durante a gestão Castro o principal consultor da política de segurança no RJ.

Formado por policiais civis, militares e bombeiros, o gabinete é responsável, por exemplo, pela coordenação dos drones usados pelo governo estadual e pela elaboração de dossiês de inteligência com análises de cenários para o governador.

O g1 apurou que a ideia de Ricardo Couto é limitar o GSI unicamente à sua atribuição: a segurança do governador, como fazia a antiga Casa Militar até o início deste século.

A estrutura é considerada inchada. A intenção é que o maior número de policiais retornem às polícias Civil e Militar.

Atualmente, no governo do RJ há cerca de 3 mil policiais fora das secretarias de Segurança, das polícias Civil e Militar.

Quem perdeu o cargo

Entre os exonerados no Diário Oficial desta terça estão o delegado Edu Guimarães de Souza e os comissários Fernando Cezar Jorge Hakme e José Carlos Pereira Guimarães.

Hakme era o mais próximo do hoje ex-governador Cláudio Castro. Era sempre chamado e ouvido nas reuniões estratégicas do governo junto com os homens de confiança do governador: Nicola Miccione e Rodrigo Abel. Hakme estava lotado no Palácio Guanabara desde o governo de Sérgio Cabral.

Policial aposentado, Hakme fazia parte do Comitê Gestor de Políticas Públicas de Segurança dos Programas de Policiamento de Proximidade ou Comunitário, órgão ligado à Secretaria da Casa Civil e criado por Castro em 2021. Em 2023, recebeu R$ 882 mil por férias não tiradas.

Para o lugar de Edu Guimarães, foi nomeado o delegado Roberto Lisandro Leão, que em fevereiro deste ano deixou a Corregedoria da Força Municipal, recém-criada pelo então prefeito Eduardo Paes.

Entre os exonerados nesta terça ainda há o coronel Gilmar Tramontini da Silva, que passou pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), pelo 7º BPM (São Gonçalo) e pelo GSI e estava no Detran. Tramontini deve retornar à Polícia Militar.

Com informações do G1.

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