Posição de Malafaia contra Paes freia articulações de Reis no campo evangélico

O posicionamento público do pastor Silas Malafaia nessa sexta-feira (20) anunciando o rompimento com o prefeito do Rio Eduardo Paes é um freio de arrumação no campo evangélico.
A posição de Malafaia ocorreu menos de 24 horas após o anúncio da formalização da aliança entre Eduardo Paes e Washington Reis na corrida ao Palácio Guanabara, onde o segundo indicou a irmã Jane Reis para chapa.
Ao atrair a família Reis para sua chapa, Paes não busca apenas os votos da Baixada Fluminense, mas também os eleitores evangélicos.
Os Reis da Baixada são ligados a diversas lideranças evangélicas, entre eles Abner Ferreira e Pastor Everaldo.
Ao dizer que não adianta Paes colocar vice evangélica (Jane Reis), Malafaia está dando recado para os demais lideres evangélicos, que hoje são bolsonaristas. E isso certamente foi combinado com a família Bolsonaro, que deve anunciar seu candidato ao governo do Rio.
Um dado importante
O estado do Rio de Janeiro se destaca pelo rápido crescimento da população evangélica, que passou de 28,3% para 32% em 12 anos, consolidando-se como uma das maiores proporções do país, segundo o Censo 2022.
Os evangélicos são, em sua maioria, conservadores.
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