Fux vota por eleição indireta para o governo do Rio; placar está 1 a 1

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (8) contra a realização de eleições diretas para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro.
No entendimento do ministro, a eleição deve ocorrer por voto indireto, ou seja, pela deliberação dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O ministro entendeu que a condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obriga a realização de eleição indireta para o comando interino do estado.
Além disso, Fux citou que as eleições gerais para o governo estadual estão previstas para outubro deste ano.
“Seria inconcebível que, no espaço de seis meses, a população fluminense fosse convocada para duas eleições, com enorme custo financeiro para Justiça Eleitoral, em torno de R$ 100 milhões, além da notória dificuldade operacional”, afirmou.
Antes de analisar o mérito, Fux não conhecia da Reclamação por entender que o diretório estadual do PSD não poderia ingressar com a ação por não fazer parte da relação processual. Nesse ponto o ministro foi rebatido pelos colegas Zanin, Moraes e Gilmar Mendes.
“Cabe Reclamação para garantir. Isso é um pouco doutrina Gilmar Mendes e outros. A Parte interessada pode ser qualquer um.”, rebateu Gilmar Mendes.
O ministro Cristiano Zanin votou por eleição direta. Confira no link.
Cristiano Zanin, relator da ação no STF, vota por eleição direta para escolha de governador do Rio



