Investigação contra prefeita de São João da Barra entra em alto grau de sigilo

A investigação que tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) contra a atual prefeita de São João da Barra, Carla Caputi, entrou em alto grau de sigilo.
Conforme revelado com exclusividade pelo jornal online Tribuna NF em novembro de 2024, o TRE-RJ instaurou inquérito criminal para investigar a prefeita para apurar suposta prática dos crimes previstos nos artigos 299 e 300, ambos do Código Eleitoral. À época, o procedimento foi aberto pela Corte Regional pelo fato da prefeita possuir foro por prerrogativa de função, também chamado de foro privilegiado.
Tribuna NF trouxe em diversas oportunidades as informações sobre o andamento da referida investigação disponíveis ao acesso público.
No último dia 9 de fevereiro, o Blog do Ralfe Reis revelou que o atual relator do caso, desembargador Bruno Bodart, voltou a cobrar da Polícia Federal o cumprimento de diligências que estavam pendentes.
Após a nota, o caso entrou em sigilo absolto, não sendo mais possível a consulta processual, nem mesmo os andamentos.
Segundo o MP Eleitoral, “noticiantes relataram que a atual Prefeita do Município de São João da Barra/RJ, Karla Chagas Maia, teria distribuindo benefícios pecuniários para remunerar e coagir eleitores a votarem em determinados candidatos de sua base aliada”.
Na decisão de abertura do inquérito, o então desembargador relator do caso deixou claro “que instauração de inquérito não retrata a formulação de juízo quanto à procedência ou improcedência dos indícios de autoria ou materialidade, constituindo-se como ato meramente formal, apto a viabilizar o trâmite regular das investigações.”
O caso tramita desde 2024, mas sem nenhum desdobramento que se tenha conhecimento público.
Em tempo: o espaço segue aberto caso a prefeita queira se pronunciar, conforme já oportunizado nas matérias anteriores.



