27/01/2026
Política

Garotinho é convidado para participar da CPI do Crime Organizado

Ex-governador Garotinho
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A CPI do Crime Organizado, no Senado, aprovou nesta terça-feira (9) um requerimento para a convocação do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, do União Brasil, e outro para convidar o ex-governador do estado, Anthony Garotinho. O relator, Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, foi o autor de ambos os pedidos.

Bacellar foi convocado porque foi preso na operação Unha e Carne, acusado de vazar uma operação policial a um colega, o então deputado TH Joias, preso por suspeita de ligação com o Comando Vermelho. Garotinho foi convidado porque, nas últimas semanas, tem se dedicado nas redes sociais a falar sobre suspeitas envolvendo Bacellar e a cúpula do poder no Rio, incluindo o governador do estado, Cláudio Castro.

No caso do convite e Garotinho, o senador Alessandro Vieira argumentou que o ex-governador possui “conhecimento qualificado sobre a dinâmica de atuação do crime organizado e suas possíveis conexões com agentes públicos”. Ele destacou que Garotinho pode ajudar a CPI a compreender mecanismos de infiltração dessas quadrilhas no meio público.

As datas dos depoimentos de ambos ainda não foram marcadas. Por se tratar de uma convocação, Bacellar será obrigado a comparecer.

Na segunda-feira (8), a Alerj revogou em plenário a prisão de Bacellar. A decisão dos colegas, no entanto, não encerra as investigações, tampouco eventuais punições que ele venha a sofrer, caso seja condenado no futuro. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidir se Bacellar pode voltar à presidência da Alerj.

Os requerimentos foram aprovados rapidamente, logo depois da oitiva do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Por cerca de três horas, Lewandowski defendeu o trabalho do governo federal e fez críticas à atuação de governadores contra as quadrilhas. Também pediu a aprovação da PEC da Segurança Pública, nos termos previstos pelo Palácio do Planalto. O texto pode aumentar a integração entre as forças de segurança estaduais e federais, inclusive com a participação da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin.

Fonte: O Bastidor

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