Procon identifica variação de até 30% nos preços dos itens da Ceia de Natal

Os itens que compõem a ceia de Natal ficaram 6,82% mais caros em 2018, quando comparados ao ano anterior, mostrou um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE). O percentual ficou acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da FGV (IPC/FGV), entre janeiro e dezembro de 2018 (4,09%). Os produtos que mais subiram de preço foram também os mais influenciados pela forte alta do dólar este ano, apontou o economista André Braz, responsável pela pesquisa.

A superintendência do Procon/Campos, em sua pesquisa de Natal, em sete supermercados, localizados em distintos pontos da cidade, identificou importantes variações entre os itens que compõem a cesta. O quilo da manga foi encontrado a R$ 4,99 no ponto de venda mais caro e a R$ 2,79 no estabelecimento mais em conta, uma diferença de 79%. O Panetone (400g) foi a segunda maior variação, 67%, oscilando entre R$ 5,99 e R$ 9,99. As aves tradicionais, no entanto, apresentaram maior homogeneidade nos preços. O preço do quilo do peru variou 29%, sendo R$ 13,95 o menor preço e R$ 17,99 o maior. O valor do quilo do chester, por sua vez, teve variação de 30%, de R$ 13,89 até R$ 17,99.

FGV – A farinha de trigo subiu 19,65%, o bacalhau ficou 18,55% mais caro e o frango, 8,20%, afetado também pelo aumento do milho e pela quebra da safra na Argentina. A ave, normalmente uma alternativa às carnes típicas como o peru e o chester, deve pesar no orçamento das famílias, destaca a FGV. Já a carne de porco ficou mais barata em 2018. O pernil suíno caiu 8,42% e o lombo suíno, 6,15%, assim como os ovos, que recuaram 3,14%.

— É muito importante que o consumidor pesquise os preços porque, com frequência, há variações, de acordo com a marca e os estabelecimentos. Além disso, é preciso estarmos atentos à data de validade dos produtos e à descrição deles. Outra dica importante para o consumidor é que deve estar atento a facilidades encontradas, como descontos, proximidade, estacionamento, formas de pagamento e entrega em domicílio — destacou o superintendente do Procon/Campos, Douglas Leonard.

Fonte: ascom

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