Policial é suspenso por consultas indevidas a dados do juiz Marcelo Bretas

A Corregedoria da Polícia Civil fluminense concluiu a sindicância aberta para apurar como seriam responsabilizados quatro agentes que consultaram informações sobre o juiz federal Marcelo Bretas no sistema interno da corporação. Dado como encerrado na sexta-feira (3), o procedimento contra dois policiais foi arquivado, outro agente foi advertido e um quarto foi suspenso por 24 dias.

Os detalhes sobre as punições aplicadas a dois dos policiais foram publicados no Boletim Informativo da corporação. Segundo o texto, os agentes foram responsabilizados por “incidência comportamental” ao fazerem uso indevido dos bens do Estado ou de terceiro que estavam “sob sua guarda ou vigilância”.

O Estatuto da Polícia Civil prevê que o policial que for suspenso perde os vencimentos correspondentes aos dias da pena. Já a advertência é feita de forma verbal. Ambas as sanções, no entanto, são consideradas “leves” no regulamento interno da corporação.

Aberta em novembro do ano passado, a apuração interna buscou investigar, em nível disciplinar, qual foi a participação de agentes num suposto esquema de montagem de dossiês contra o juiz.

Tudo partiu de uma investigação sigilosa da Polícia Federal que apontava que o ex-governador Sérgio Cabral, mesmo preso, estaria financiando a montagem de levantamentos sobre Bretas, que é o magistrado que conduz processos Lava Jato no Rio de Janeiro.

Na época, a defesa do ex-governador chamou a “montagem de dossiês” de “mentira”, e acrescentou queseria uma “maldade sádica, com claro propósito de criar intriga entre o ex-governador e o magistrado”.

G1*

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