Operação combate fraudes em cantinas de unidades prisionais no RJ

Fraudes no processo de exploração de cantinas de unidades prisionais no Rio de Janeiro são alvo da Operação Primogênita, deflagrada nesta quinta-feira (27). Participam da ação 22 agentes da Corregedoria da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) e 10 agentes do Ministério Público do Rio de Janeiro. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos, e as cantinas, fechadas.

A investigação conjunta começou em setembro, sobre o Lote 19 da licitação de cantinas, pertencente ao Presídio José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio, e ao Instituto Penal Francisco Spargoli Rocha, em Niterói. Segundo as investigações, ficou comprovado que o processo foi fraudulento.

Um inspetor e um PM, ambos filhos da permissionária da cantina, serão afastados de suas funções como servidores públicos. A Justiça expediu também mandados de apreensão de veículos, documentos, aparelhos de celular e outros bens que indicassem que foram adquiridos com o dinheiro vindo da venda de produtos da cantina.

A Corregedoria da Seap apurou que a permissionária do Lote 19 é a mesma que detém a exploração do Lote 17, cuja cantina funciona no Presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão.

Irregularidades

O problema é antigo nas unidades prisionais do Rio; em agosto de 2017, o G1 mostrou que as cantinas vendiam produtos contrabandeados e até bebidas alcóolicas a presos.

Em novembro do mesmo ano, foram contratadas pelo antigo secretário, coronel Erir Ribeiro, treze empresas para fornecimento de refeições nas unidades, dez delas investigadas no Rio e em outros estados. Todas elas foram dispensadas de licitação.

Duas delas, a Masgovi Indústria Comércio e Serviços e a Cor e Sabor Distribuidora de Alimentos Ltda, estavam no radar da Força-Tarefa da Lava-Jato no Rio.

Apreensões da operação realizada na manhã desta quinta-feira (27)  — Foto: Seap/Divulgação

Apreensões da operação realizada na manhã desta quinta-feira (27) — Foto: Seap/Divulgação

Fonte: G1

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