Mulher que morreu após procedimento estético pagou R$ 1 mil por aplicação no Rio, diz delegado

O procedimento estético que pode ter causado a morte da microempresária Fernanda de Assis, no último sábado, custou R$ 1 mil. Além disso, foi feito na casa da própria vítima e por uma pessoa que não é médica. As informações são do delegado responsável pelo caso, Roberto Ramos. Fernanda fez preenchimentos nos lábios e nos glúteos.

“Já temos bastante dados, mas não podemos revelar a identificação da autora pra não atrapalhar as investigações. Já vieram prestar depoimento familiares e uma amiga da vítima, que teria indicado a pessoa que fez o procedimento. Segundo as informações que tenho, a vítima teria pago R$ 1 mil. E o procedimento teria sido feito na casa da vítima”

A autora, diz ele, vai responder por homicídio e exercício ilegal de medicina. O procedimento foi realizado no último dia 4.

“A Fernanda já tinha feito o mesmo procedimento antes, com outra pessoa. Então a pessoa que fez isso na Fernanda sabia do risco”.

Fernanda morreu de parada cardiorrespiratória no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, Zona Oeste do Rio. Ela tinha lesões no glúteo, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com parentes, a microempresária foi até uma clínica na semana passada para aplicar um produto de preenchimento de glúteos. Foi a segunda vez que ela se submeteu à cirurgia.

“Minha mulher morreu em decorrência de um procedimento ilegal. Ela fez escondida, eu não sabia e sou contra. Assim que soube, prestei logo socorro mas ela veio a óbito”, contou Alex Fernando, namorado da microempresária.

Alex contou que não vai falar o nome da profissional responsável pelo procedimento estético.

“Não vou falar o nome da pessoa para não atrapalhar as investigações. Mas divulgaram que eu disse que ela me ofereceu R$ 1 milhão, mas isso não procede. O que eu disse foi que nem se ela me oferecesse 1 milhão eu aceitaria, porque a única coisa que queria era a vida da minha mulher de volta”, explicou.

Essa é a quinta mulher a morrer, supostamente por procedimentos estéticos, desde agosto deste ano. Quatro profissionais chegaram a ser presos.

Fonte: G1

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