MPF inclui mulher de Sérgio Côrtes em denúncia sobre lavagem de dinheiro, corrupção passiva e evasão de divisas

O Ministério Público Federal pediu nesta segunda-feira (7) a condenação da mulher de Sérgio Côrtes, Verônica Vianna, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ela é acusada junto com o marido, o ex-secretário de Saúde do Rio durante o governo de Sérgio Cabral, e os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita.

Os dois foram denunciados e presos na Operação Fatura Exposta, acusados de movimentar ao menos U$ 4,3 milhões em contas na Suíça. Após a transação bancária, eles transferiam a quantia para uma offshore nas Bahamas, entre 2011 e 2017.

Verônica é a terceira mulher de políticos flagrada na Lava Jato que, segundo os investigadores, se beneficiou de propinas desviadas por seus companheiros. Os valores eram gastos com despesas em lojas de artigos de luxo, hotéis e restaurantes cinco estrelas.

Além dela, tem a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e a mulher do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

A investigação do MPF contou com o apoio de autoridades e instituições financeiras americanas e europeias. A apuração rastreou parte do “caminho do dinheiro” usado pelo grupo criminoso do ex-governador Sérgio Cabral no esquema dos desvios da saúde do estado.

Segundo o Ministério Público Federal, os crimes eram cometidos através de gastos com cartões pré-pagos e de crédito no valor de U$ 1,4 milhões dólares. Os investigadores dizem que o objetivo era converter o dinheiro de crimes.

Gastos de luxo em Las Vegas, Nova York e Europa

Em apenas um extrato mensal da fatura de um dos cartões de crédito usado por Verônica em maio de 2014, gastos de U$ 90 mil em Las Vegas.

Em outras compras identificadas no período de 2011 a 2015 em Nova York, os procuradores da força tarefa da Lava Jato encontraram despesas em marcas de luxo no valor de mais de U$ 25 mil.

Já em outro extrato referente ao mês de agosto de 2011, na Europa, a força-tarefa encontrou gastos com hospedagens no hotel em Veneza, no valor de U$ 20 mil.

Para chegar aos valores rastreados, o MPF também contou com as colaborações do ex-presidente da Odebrecht Benedicto Júnior e do ex-subsecretário de Côrtes Cesar Romero.

Fonte: G1

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