MPF denuncia ex-secretário de Saúde de Cabral por desvios de R$ 52 milhões

O Ministério Público Federal denunciou, nesta sexta-feira (5), o ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes, os empresários Miguel Skin e Gustavo Estelita e mais 27 pessoas por desvios da ordem de R$ 52 milhões. De acordo com a investigação, o esquema foi montado a partir de contratos com a organização social (OSs) Pró-Saúde.

A Pró-Saúde foi responsável gestão de hospitais públicos estaduais como, por exemplo, o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte da cidade. O esquema funcionou entre 2013 e 2016, segundo os procuradores do MPF do Rio.

A denúncia do MPF é decorrente da Operação SOS, que ocorreu em agosto deste ano. Ela foi baseada no depoimento de Cesar Romero, ex-auxiliar de Côrtes na Secretaria Estadual de Saúde.

Depoimentos de denunciados, mensagens de textos entre investigados e documentos comprovaram os relatos feitos à Justiça e ao MPF por Romero.

Os procuradores da Lava Jato no RJ avaliam que esses contratos com o estado representaram metade do faturamento nacional da empresa. Os valores saltaram de R$ 750 milhões em 2013 para R$ 1,5 bilhão em 2015.

O Sérgio Côrtes foi preso na Operação SOS depois de estar em liberdade por habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele já havia sido preso na Operação Fatura Exposta, em abril de 2017.

Sérgio Côrtes é acusado de comandar um esquema que desviou cerca de R$ 300 milhões da Saúde do RJ.

As defesas de Sérgio Côrtes e de outros denunciados não se pronunciaram até o momento.

Fonte: G1

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