Marido e guarda são condenados pela morte de analista judiciária em Campos

Depois de dois dias de julgamento, dois dos três acusados da morte da analista judiciária Patrícia Manhães, em 2016, foram condenados por júri popular no fórum de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, na noite desta quinta-feira (5).

O guarda municipal e marido de Patrícia, Uenderson de Mattos, foi condenado a 28 anos e 10 meses de prisão. Antes da sentença, ele confessou ter mandado matar a mulher. Genessi José Maria Filho, também guarda municipal, foi condenado a 26 anos e 8 meses de prisão sob a acusação de ser o intermediário do crime. Já Jonatan Lima, acusado de ser o executor, foi inocentado.

Patrícia Manhães foi baleada e o marido, que confessou o crime, chegou a levá-la para o hospital (Foto: Reprodução/Facebook)Patrícia Manhães foi baleada e o marido, que confessou o crime, chegou a levá-la para o hospital (Foto: Reprodução/Facebook)

O júri popular foi composto por cinco mulheres e dois homens, e o julgamento teve 10 testemunhas, entre defesa e acusação. O crime foi considerado como homicídio triplamente qualificado, pela premeditação, crueldade e porque o mandante dificultou a apuração do caso, de acordo com a decisão.

O juiz Bruno Rodrigues Pinto, da 1ª Vara Criminal de Campos, decidiu que os dois homens condenados perderão os cargos públicos; ambos eram guardas municipais.

O caso

Patrícia Manhães, de 41 anos, era analista judiciária e mulher do guarda municipal Uenderson de Mattos. Ela foi assassinada a tiros no dia 13 de abril de 2016, em frente à sede do Grupamento Ambiental da Guarda Municipal, na antiga Ceasa, no Parque Boa Vista, em Guarus.

Acusados da morte de analista judiciária em 2016 vão a júri popular em Campos nesta quarta

 

Segundo a Polícia Civil, a vítima estava sozinha no banco do carona do carro, um Spin preto, que estava estacionado na sede do Grupamento, quando, por volta das 18h30, dois homens chegaram e um atirou nela.

A analista chegou a ser socorrida pelo marido, no próprio veículo, e levada para o Hospital Ferreira Machado, onde morreu.

Após o crime, foi feita uma perícia no veículo, onde foi encontrado um projétil de uma arma calibre 38. Os investigadores encontraram duas armas, também calibre 38: uma na casa da vítima e a outra na casa do primo do marido da vítima, que também é guarda. As armas estavam registradas e, segundo a Polícia Civil, uma delas estava com munições deflagradas.

Patrícia estava dentro do carro sozinha enquanto o marido dela foi até o prédio conversar com o primo dele, segundo informações da Polícia Civil. Uma testemunha disse aos investigadores que viu dois homens chegando perto do carro e abordando Patrícia, que foi atingida por dois tiros.

G1*

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