Julgamento de Eduardo Paes: TSE pode colocar em pauta antes do primeiro turno das eleições para o governo do Rio

O julgamento da Aije de Eduardo Paes pode ser incluído em pauta ainda esta semana, ou seja, antes do primeiro turno das eleições para o governo do Rio de Janeiro.

É incontroverso de que as ações que tem como consequência a inelegibilidade de que trata a lei da ficha limpa, no ano da eleição transforma o processo eleitoral em judicial.

É a justiça que escolhe quem deve ou não deve disputar a eleição.

As ações de condenação de pré-candidatos no ano da eleição já são conhecidas como inelegibilidade de boca de urna.

No Rio de Janeiro não existe dúvida de que existe uma rivalidade de setores do judiciário com o candidato a governador Garotinho. Candidato porque enquanto não tirarem seu nome da urna ele continua na disputa.

Diferentemente de Garotinho, a ação do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes e Pedro Paulo não teve a celeridade processual que foi submetida o ex-governador.

É claro o desconforto do próprio Tribunal Superior Eleitoral em tirar o Garotinho da disputa e não julgar o processo de Eduardo Paes que tramita há muito mais tempo naquela Corte.

É certo que o processo do Garotinho está relacionado a registro de candidatura. Mas se o TSE não julgar Eduardo Paes antes do primeiro turno poderá criar um ambiente desagradável que viola o principio da paridade armar dentro do processo eleitoral do Rio de Janeiro.

Não é à toa que o estado do Rio está sob intervenção federal.

Por muito menos que isso em 1994 as eleições do Rio foram anuladas.  Não se pode perder de vista que existem operações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal da Lava Jato do Rio, cujos conteúdos reveladores podem apontar pelo comando de parte do processo eleitoral pelo ex-governador Sérgio Cabral que se encontra custodiado no presídio de Bangu 8 e teria sido beneficiado, segundo a justiça federal do Rio, em várias eleições no estado.

Cabral e Paes sempre foram aliados. Já o Garotinho enfrenta um elevado número de processos que segundo ele seriam movidos por simpatizantes do grupo político comandado pelo (P) MDB no estado do Rio.

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