Felipe Picciani é solto após determinação do juiz Marcelo Bretas, diz Seap

O zootecnista Felipe Picciani, filho do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Jorge Picciani, deixou a cadeia na manhã deste sábado (25). As informações são da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

Ele estava preso há quase 10 meses, suspeito de lavar dinheiro da organização criminosa que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), tem o pai como um dos líderes.

Felipe foi interrogado um dia antes pelo juiz Marcelo Bretas, quando se apresentou como um zootecnista que jamais se envolveu com política. Pouco depois, o magistrado determinou a revogação da prisão preventiva — apesar de parecer contrário do MPF. Felipe e o pai foram presos na Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato no Rio.

De acordo com a decisão de Bretas, após nove meses de prisão “não há fatos que justifiquem a manutenção da medida cautelar mais extrema”. Felipe Picciani foi citado por Jonas Lopes, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e delator da força-tarefa, como responsável por receber parte da propina.

Também na sexta-feira foram ouvidos Jacob Barata Filho, conhecido como “Rei dos Ônibus”, e o ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira. Pela primeira vez, eles admitiram a existência de pagamento de caixa dois a políticos por mais de 20 anos — prática que ficou conhecida como “caixinha da Fetranspor”.

Barata Filho citou entre os favorecidos os deputados emedebistas Jorge Picciani e Paulo Melo, ambos já estiveram à frente da Alerj. Lélis disse que Edson Albertassi, outro parlamentar da sigla, recebeu propina. Todos foram presos na Cadeia Velha.

G1*

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