Ex-procurador-geral vai responder a processo por vazamento de informação

Em uma votação constrangedora, até a transmissão via internet do julgamento foi interrompida por decisão dos procuradores. E mais: 12 dos 22 membros do Órgão Especial do Ministério Público alegaram que não podiam votar. Mas no fim das contas, por nove a um, o colegiado decidiu que o ex-procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes vai responder a processo administrativo disciplinar (PAD). Lopes é acusado pelo ex-subsecretário de Saúde Cesar Romero de ter vazado para o então secretário estadual de Saúde Sérgio Côrtes operação de busca e apreensão de provas na casa de dele, em 2010. Côrtes e Romero são réus na Operação Calicute, do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF).

Apenas o procurador Hugo Jerke votou a favor do ex-procurador; oito procuradores opinaram pela abertura do PAD e mais da metade, como o procurador-geral Eduardo Gussem, alegou impedimento para votar. Lopes aguarda decisão do Ministério Público para saber se vai responder pela mesma acusação de vazamento de informação na esfera criminal. O caso está sendo investigado pelo procurador Ricardo Martins.

Em depoimento na Justiça Federal, Cesar Romero revelou que foi alvo de investigação do Ministério Público, em 2010, por suspeita de fechar contrato superfaturado de R$ 5 milhões com a empresa Toesa Service para a manutenção de 111 ambulâncias. Romero contou que foi avisado da operação por Côrtes, então secretário. Com o ‘aviso’, Côrtes determinou que Romero destruísse todos os documentos que o comprometiam o esquema de corrupção, pois Lopes vazou que haveria o cumprimento de mandado de busca e apreensão no local.

Fonte: O Dia

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