Empresas do Porto do Açu denunciam calote

Fruto de um sonho grandioso do empresário Eike Batista e banhado em financiamento bilionário do BNDES, o Porto do Açu, na cidade de São João da Barra, no interior do Estado do Rio, está virando em enclave judicializado. O empreendimento atualmente é controlado pela Prumo Logística.

Fornecedores denunciam inadimplência prolongada e ruptura de contratos de forma unilateral (sem aviso prévio), em completo desacordo com o princípio da boa-fé, previsto no artigo 422 do Código Civil.

A lesada mais recente é a empresa Fulltime Comércio de Materiais para Escritório Ltda, que já notificou a Prumo Logística.

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Com pagamentos suspensos e equipamentos sob controle do Porto, a Fulltime afirma que seus funcionários estão impedidos de entrar nas dependências do empreendimento até para fazer manutenção.

Não é o primeiro caso. Há fornecedores que relatam conversas atravessadas e orientações no mínimo estranhas. Executivos do Porto estariam orientando credores a buscar ressarcimento de dívidas na justiça.

É a travessia para o inferno. A judicialização, no mínimo, protela pagamentos e leva o credor para bacia das almas, um estágio que os desesperados fazem qualquer negócio: reduzem dívidas e até parcelam a perder de vista para conter a agonia. Existem outros casos que as empresas fazem seguem um roteiro calculado: elevam passivos, turbinam a rentabilidade no presente e deixam o pepino para um futuro controlador, caso o empreendimento seja negociado no futuro.

Fonte: Portal Viu!

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