Comércio de Campos fecha 642 vagas de empregos de janeiro a abril de 2018

Por José Alves de Azevedo

Ao se analisar o período de janeiro a abril de 2018, comparado ao mesmo período de 2017, os dados da empregabilidade do município de Campos, segundo o levantamento por parte do CAGED, constata-se, no quadrimestre de 2018 significativa, piora, na geração de empregos dos trabalhadores detentores de carteira assinada no município, por setor de atividade econômica.

Os segmentos econômicos que geraram mais empregos formais no ano de 2017 referem-se, aos da indústria de transformação e da agropecuária, respectivamente, 247 e 546 empregos, obviamente, por conta da safra do setor sucroalcooleiro, cujo início, no ano passado, ocorreu mais cedo. Seguido do setor de serviços de utilidades pública, onde os números, também, ficaram positivos em 83 trabalhadores.

Os outros setores, infelizmente, amargaram a destruição de empregos como, por exemplo, o extrativo mineral com menos 19, o da construção civil com menos 434, o do comércio com menos 407 e o setor de prestação de serviços com menos 153.

Agora, em relação ao quadrimestre de 2018, o setor de serviços de utilidade pública foi o que mais empregos gerou, como por exemplo, as empresas concessionárias de energia elétrica e afins, onde o quantitativo de empregos formais atingiu o patamar de 473 contratações.

No caso do setor de atividade de prestação de serviços, embora, se observe melhora no que tange ao ano passado, a geração de empregos ficou em, apenas, 87 empregos com a carteira assinada.

Já em relação à indústria de transformação e a agropecuária, os números estão positivos, em 24 e 110 empregos, porém, são quantitativos ainda tímidos. Esses dois setores dependem do início da safra canavieira que tudo indica, começará no mês que vem.

A construção civil ficou também negativa, em menos 180 empregos, todavia, este número é melhor do que o do ano passado.

A atividade comercial, relevante setor da economia local, não ficou bem na foto, os seus números são negativos em menos 642 empregos. Este número representa piora em relação ao ano passado.

Por fim, importa salientar, o saldo líquido total de janeiro a abril de 2018 ficou em menos 315 e o do ano de 2017, em menos 137 empregos destruídos. Ou seja, o mercado de trabalho do nosso município continua desaquecido e a atividade do comércio foi a que mais perdeu empregos formais no quadrimestre de 2018. Pensar em majorar tributos na atual conjuntura, representa totalmente, uma falta de sintonia das autoridades públicas do município, em relação ao difícil e profundo quadro de desaquecimento da atividade econômica municipal. Assim não dá.

*Informação do blog do economista José Alves de Azevedo

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